quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Situação da Linha Verde em dezembro de 2009

O Correio Braziliense fez uma ótima reportagem sobre a situação da Linha Verde em dezembro de 2009.
O desenho abaixo resume a situação.

Obra em APP - o problema

Veja na reportagem do Correio Braziliense:

Obra em APP ameaça o sonho da legalização de parcelamentos

Helena Mader

Publicação: 30/12/2009 08:16 Atualização: 30/12/2009 08:21

A grilagem de terras no Distrito Federal ignorou o planejamento urbano da cidade e, principalmente, o meio ambiente. Sem a devida aprovação de projetos, centenas de casas foram erguidas indevidamente à beira de córregos, nascentes e até mesmo do Lago Paranoá, o principal cartão-postal da cidade. O desrespeito à legislação ambiental agora cobra o seu preço. Os moradores que construíram em lotes classificados como Àreas de Preservação Permanente (APP)(1) hoje convivem com ameaças de derrubadas e, apesar do investimento alto em estudos de impacto ambiental, não conseguem regularizar seus lotes.
A ocupação de APPs é também um problema político. Operações de derrubada de casas, onde famílias vivem há décadas, são sempre medidas impopulares. Apesar da pressão dos órgãos ambientais e até mesmo do Ministério Público Federal, apenas obras em andamento ou estruturas, como muros e churrasqueiras, foram demolidas nos últimos anos. Enquanto isso, a comunidade de parcelamentos com terrenos em APP luta na Justiça para permanecer e até mesmo para questionar a classificação dos imóveis como áreas de preservação permanente.

Vicente Pires é uma das regiões mais atingidas por esse problema. O primeiro estudo, realizado há quatro anos, apontou a existência de pelo menos 500 casas construídas à beira de córregos ou em áreas com solo de vereda. O número assustou a população e o governo começou a estudar a possibilidade de transferência de famílias para outros terrenos dentro do próprio bairro. Mas a retirada de pessoas de áreas de preservação permanente não avançou. Muitos moradores recorreram questionando a classificação. A palavra final será do Instituto Brasília Ambiental, encarregado de fazer a análise do estudo de impacto ambiental (Eia-Rima). De acordo com o Ibram, ainda não há prazo de quando a avaliação do documento será concluída.

Na região do Grande Colorado, o número de casas em APP é bem menor do que em Vicente Pires: 138, segundo o Eia-Rima da região, que engloba ainda os setores Contagem e Boa Vista. A maioria dos lotes classificados como áreas de preservação permanente está nos condomínios próximos à rodovia DF-150. Muitas casas foram erguidas a uma distância pequena do córrego Paranoazinho. Mas a comunidade argumenta que a erosão, provocada por obras na rodovia, causou o problema, já que o desgaste do solo reduziu a distância entre as construções e o curso d’água.

Baixa renda
Aprovada em março deste ano, a Medida Provisória 459 do governo federal permitiu a regularização de ocupações de baixa renda construídas em áreas de preservação permanente, desde que houvesse um laudo técnico favorável. Deputados federais de Brasília apresentaram emendas para incluir os condomínios de classe média na MP. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados, mas vetada pela presidência da República.
O gerente de Regularização de Condomínios do GDF, Paulo Serejo, defendia a extensão dos benefícios para os parcelamentos de média renda. Ele classifica a legislação como muito rígida e diz que, o ideal, seria que algumas construções pudessem ser regularizadas, caso a permanência não causasse danos ao meio ambiente. Nessas situações, o morador pagaria pelas mitigações correspondentes. “Há casos em que a derrubada em si já causaria muito mais impacto do que a própria permanência das famílias. O ideal seria que um técnico pudesse dar um parecer caso a caso, de acordo com a situação”, defende Serejo.

No condomínio Villages Alvorada, no Lago Sul, um dos empecilhos à regularização é a ocupação da margem do espelho d’água. Em dezembro do ano passado, o governo chegou a incluir o parcelamento em uma lista de áreas a serem regularizadas, mas o Ministério Público do DF determinou a suspensão do processo até que seja concluída a retirada de 10 casas que estão a menos de 30 metros da margem do Lago Paranoá.

Além da proximidade com córregos ou com o lago, há condomínios que têm casas construídas em terrenos com declividade acima do permitido. No Ville de Montagne, no Setor São Bartolomeu, por exemplo, dezenas de casas estão na beira de um vale. “Nesse caso, também há divergências, porque alguns geólogos afirmam que a declividade não configura uma borda de chapada e, assim sendo, não se trataria de uma APP. Ainda não há definições quanto a isso”, afirma o gerente de Regularização, Paulo Serejo.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em maio de 2007 entre o Ministério Público e o GDF, veda expressamente a regularização de qualquer construção em APP. O TAC dá prazo de dois anos, a partir da expedição da licença ambiental de instalação, para que o governo faça a desobstrução de todas as APPs de cada condomínio. “Nossas promotorias de Defesa do Meio Ambiente estão acompanhando esse processo de perto. No Lago Sul, por exemplo, há varias ações contra moradores que ocuparam a margem do lago”, afirma o promotor Libânio Rodrigues, assessor de Políticas Institucionais do Ministério Público do DF.


1 - Estabilidade ecológica
As Áreas de Preservação Permanente (APPs) são consideradas de relevante importância ecológica, sejam elas cobertas por vegetação nativa, ou não. Elas têm como função primordial preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade da fauna e da flora, além de garantir a proteção do solo.

Requisitos de uma APP

De acordo com o Código Florestal, são classificadas como Áreas de Preservação Permanente (APP):

Áreas a menos de 30 metros de cursos d\'água com menos de 10 metros de largura;

Áreas com distância inferior a 50 metros para os cursos d\'água que tenham de 10 metros a 50 metros de largura;

Áreas de até 100 metros para os cursos d\'água que tenham
de 50 a 200 metros de largura; (seiscentos) metros;

Terrenos ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d\'água naturais ou artificiais;

Regiões de nascentes, ainda que intermitentes e os chamados &quotolhos d\'água", qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 metros de largura;

O topo de morros, montes, montanhas e serras;

As encostas ou partes destas, com declividade superior a 45;

As restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;

As bordas dos tabuleiros ou chapadas

Áreas em altitude superior a 1.800 metros, qualquer que seja a vegetação.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Nova enquete no ar

Estamos com uma nova enquete no ar para saber o que os leitores do blog acham dos casos de corrupção envolvendo políticos do DF incluindo os chefes dos poderes executivo e legislativo.

Coloque aí a sua opinião.

Fica aqui, no lado direito da tela ---->>

Vicente Pires é uma área tranquila

Isso é o que pensam os leitores do blog a respeito da violência em nossa cidade, apesar dos últimos casos policiais relacionados de alguma forma com a região e noticiados pela imprensa.

A pergunta da enquete foi:

"Você acha a região de Vicente Pires violenta?"

As respostas foram:

50% - Não, acho bem tranquilo.
38% - Mesma situação de todo o DF.
12% - Sim, mais do que onde eu morava antes.

As casas de festas são bem vindas

Pelo menos é o que mostrou a enquete feita aqui pelo blog que perguntou:

"Você é a favor da existência de casas de festas em nossa cidade?"

O resultado foi o seguinte:

50% disse que sim
40% disse que não
10% disse que só aprova as casas de festas infantis

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Mensalão do panetone

Indignado está este blog com a corrupção explícita envolvendo o governador e vice do DF, secretários de Estado e deputados distritais.
Convoco os moradores de Taguatinga, Vicente Pires, Samambaia, Ceilândia e Águas Claras que toda vez que passarem de carro em frente à residência oficial de Águas Claras e perto do Buritinga BUZINEM demonstrando sua indignação com o caso.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vicente Pires nas páginas policiais

Nos últimos meses, os jornais e os sites na internet vêm relatando vários casos que ocorreram ou que envolvem pessoas que moram em Vicente Pires.
Dando uma olhada no Google Notícias com o filtro "vicente pires" percebemos a grande quantidade de casos policiais relacionados à nossa região.
É gente tentando matar o outro com facão, marido cercando a casa do namorado da ex-mulher, assalto a comércio, acidente de trânsito e o, mais em voga no momento, dos prováveis assassinos do advogado e sua mulher na 113 Sul, que moram na Vila São José.
É uma para os moradores de bem daqui terem que ver o nome de sua cidade nas páginas policiais.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Site da Arvips fora do ar

O site da Arvips está fora do ar há pelo menos duas semanas.
Não que ele seja de muita utilidade, mas o que tinha de útil, como por exemplo, os arquivos do Projeto Urbanístico de Vicente Pires feitos pela Topocart, estão agora inacessíveis.
Quem por acaso fez uma cópia dos arquivos, me avise para que publiquemos em um lugar mais seguro.

Espancaram um blogueiro

Este blog não pode deixar de demonstrar apoio à blogueira cubana Yoani Sánchez. Se você não a conhece, leia a reportagem de Veja e acesse o blog dela (em espanhol) www.desdecuba.com/generaciony.


Direitos humanos
"Eu achei que não sairia viva"
Quem vê a cubana Yoani Sánchez, blogueira conhecida por driblar a censura, automaticamente se contrai só de pensar no sofrimento a que seu corpo frágil, de apenas 49 quilos, foi submetido enquanto era surrada por três brutamontes dentro de um carro. Na tarde da sexta-feira 6, Yoani estava a caminho de uma quase impossível manifestação de protesto em Havana quando foi atacada por agentes da polícia política. Sofreu ameaças e espancamentos antes de ser jogada na calçada de um bairro longínquo. Yoani escreve há dois anos sobre as dificuldades de viver na ilha no blog Generación Y (www.desdecuba.com/generaciony) e é autora do livro De Cuba, com Carinho (Contexto). Vive sob vigilância, mas nunca havia sido fisicamente atacada. Aqui, ela descreve o ocorrido com exclusividade para VEJA e, com a habitual coragem, manda um recado ao "general" – Raúl Castro. De muletas, sequela do espancamento que a imobilizou em casa, pediu a uma amiga que levasse o relato em um pen drive até um ponto de acesso à internet para enviá-lo por e-mail.


"Não era uma sexta-feira qualquer. As comemorações do vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim se aproximavam e um grupo de jovens artistas cubanos planejava uma passeata contra a violência naquele dia. A tarde era cinza em uma cidade onde quase sempre brilha um sol inclemente, que nos faz caminhar colados às paredes para nos beneficiarmos da sombra. Estavam comigo Claudia Cadelo e Orlando Luís Pardo, dois autores de blogs que recebem milhares de visitas a cada semana. Enquanto andávamos, contei a eles sobre uma desconhecida que, dias antes, havia se aproximado e me perguntado: "Você não tem medo?", em referência, claro, ao fato de que digo livremente minhas opiniões em um país onde o governo detém o monopólio da verdade. Meus amigos sorriram quando narrei a eles a resposta que dei à transeunte angustiada: "Meu maior temor é ter de viver com medo". Não imaginava que em poucos minutos eu viveria o terror de um sequestro e enxergaria o rosto da impunidade policial em sua forma mais dura.

Eu caminhava pela Avenida dos Presidentes, em Havana, com a intenção de participar da demonstração pacifista convocada pelos jovens. À altura da Rua 29, a uns 300 metros de onde estavam os manifestantes, um carro da marca Geely, de fabricação chinesa, cor preta e placa amarela, de uso privado, parou diante de nós. Três homens em trajes civis nos mandaram entrar no automóvel. Não se identificaram nem mostraram um mandado de prisão. Eu me recusei a obedecer. Disse que, como não tinham ordem judicial, seria um sequestro. Depois de uma breve discussão, um deles chamou alguém pelo celular, pedindo orientações. Imediatamente, os três começaram a nos tratar com violência para que entrássemos no carro. Enquanto nos empurravam, os homens do automóvel negro usaram o celular outra vez e uma viatura da polícia se aproximou. Pensei que os policiais nos salvariam. Pedi ajuda a eles, explicando que estávamos sendo atacados por supostos sequestradores. Os homens que estavam à paisana então deram ordens aos policiais para levar Claudia Cadelo e outra amiga que estava conosco. Eles obedeceram e ignoraram o pedido de ajuda que eu e Orlando fazíamos. As pessoas que observavam a cena foram impedidas de prestar ajuda, com uma frase que resumia todo o pano de fundo ideológico da cena: "Não se metam. Eles são contrarrevolucionários". Fazendo uso de toda a força física e de um evidente conhecimento de artes marciais para nos dominar, obrigaram-nos a entrar no carro. Comigo empregaram especial violência, enfiando-me de cabeça para baixo e me mantendo imobilizada com um joelho sobre o peito.

Dentro do veículo e durante cerca vinte minutos, os sequestradores nos espancararam sem parar. Frases de mau presságio saíam da boca daqueles três profissionais da intimidação: "Yoani, isso é o seu fim", "Você não vai mais fazer palhaçadas", ou "Acabou a brincadeira". Achei que não sairia viva. Tentei escapar pela porta, mas não havia maçaneta para acionar. A certa altura, o carro parou. Eu já tinha perdido a noção do tempo. Do lado de fora, caía a noite. Finalmente, ambos fomos jogados em plena via pública, longe do lugar onde se realizava a passeata contra a violência.

Por causa dos golpes desferidos por esses profissionais da repressão, estou com a face esquerda inflamada. Tenho contusões na cabeça, nas pernas, nos glúteos e nos braços, além de uma forte dor na coluna, que me obriga a caminhar com muletas. Na noite de 7 de novembro, um sábado, fiz uma consulta médica, mas não quiseram redigir um exame de corpo de delito sobre os maus-tratos físicos. A médica teve de me atender na presença de um funcionário que estava ali apenas para me vigiar. Uma radiografia mostrou que não havia traumas internos, apesar dos sinais exteriores das pancadas. Recebi apenas algumas recomendações para minha recuperação.

Eu já me sinto fisicamente melhor e desde sexta-feira tenho uma ideia constante. As autoridades cubanas acabam de compreender que, para silenciar uma blogueira, não podem usar os mesmos métodos com os quais conseguiram calar tantos jornalistas. Ninguém pode despedir os impertinentes da web nem lhes prometer umas semanas na Praia de Varadero ou presenteá-los com um Lada. Muito menos podem ser cooptados com uma viagem para o Leste Europeu. Para calar um blogueiro, é preciso eliminá-lo ou intimidá-lo. Essa equação já começou a ser entendida pelo estado, pelo partido e pelo general."

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Chuvas provocam interdições e mais destruição

Veja na reportagem do Correio Braziliense:

Chuvas provocam quatro interdições e cinco notificações

Mônica Harada

Publicação: 19/10/2009 22:09

A previsão do tempo desta segunda (19) foi de pancadas de chuvas em áreas isoladas e ventos fortes em algumas áreas que provocaram quatro interdições e cinco notificações, na Colônia agrícola Samambaia em Vicente Pires, segundo informações do Capitão Rogério Dutra, da Defesa Civil do DF.

E o tempo para esta terça-feira (19) deve continuar o mesmo, segundo a meteorologista do Inmet, Odete Marlene Chiesa. A chuva continuará nos próximos dias e deve continuar causando transtornos nessa região do Vicente Pires, que é a mais afetada pelas fortes chuvas.

De acordo com o capitão, os principais problemas é a falta de escoamento que faz a água infiltrar no solo e causar erosões e deslocamento de solo. Outro motivo é a falta de estrutura das construções que não resistem e desabam.
“Se a chuva continuar como sabemos que vai, as famílias devem ficar em alerta durante toda a semana. No menor sinal de problemas em casa, as pessoas devem entrar em contato como Corpo de Bombeiros que acionará a Defesa Civil se necessário”, apontou o capitão Rogério Dutra.

E na reportagem do Bom Dia DF:

Chuva castiga Vicente Pires, Samambaia e Taguatinga
Foi nessa terça-feira (20). Ao todo, 15 acidentes de trânsito foram registrados.
O dia parecia noite, mas eram apenas quatro horas da tarde. Quando a chuva caiu, os motoristas ficaram sem visão. Quinze acidentes foram registrados. O trânsito ficou lento.

No Pistão Sul, o vento forte derrubou um outdoor e o teto de uma faculdade. Os alunos foram dispensados. Ninguém se feriu. Na QNA 52 e na QNF 19, árvores atingiram o muro e o teto de duas escolas públicas.

Além de Taguatinga, a Colônia Agrícola Samambaia também foi castigada. Uma casa foi interditada pela Defesa Civil porque ameaçava desabar. Os moradores acreditam que as obras para construção da Linha Verde, na EPTG, pioraram os efeitos da chuva. Às margens da rodovia, uma grande área foi desmatada.

“Hoje a água corre livremente. São quase 300m entre a EPTG e os condomínios. Então, a água pega velocidade e volume. Até o ano passado tinha muitas árvores e a vegetação ajudava a segurar um pouco essa torrente”, disse o gerente comercial Deovon Dias.

Em Vicente Pires, os problemas são os mesmos do ano passado: ruas destruídas e moradores ilhados. “Quando cai uma chuva dessas a gente não sabe se vai conseguir voltar. Por causa da erosão você não consegue colocar o carro pra dentro de casa”, contou a gerente comercial Lia Toledo.

A diarista Roselita Silva, que mudou para a cidade há 15 dias, está arrependida. “Pelo pouco tempo que estou aqui, já deu pra ver que isso aqui é um horror. Quando chove molha tudo. É um desastre.”

O maior estrago foi na Rua 10 de Vicente Pires. Parte da pista foi interditada pela administração porque a terra cedeu e há risco de desmoronamento do asfalto. “Enquanto não fizerem o esgoto, vai ser só dinheiro perdido”, comentou outro morador.

Em frente à Vila São José, parte da rua virou uma cachoeira. “Não existe rede de águas pluviais. Eles trabalham todo dia, mas não conseguem resolver o problema”, comentou o tapeceiro Róbson Morais.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Chuva de domingo fez estragos na cidade

Acompanhe na reportagem do CorreioWeb:

Chuva alaga parte da Asa Norte e invade casas em Vicente Pires

A forte chuva deste domingo (18/10) deixou invadiu casas na região de Vicente Pires e alagou parte da Asa Norte. Na altura da 511 Norte, motoristas tiveram que abandonar os carros - alguns cobertos de água até a metade. E os pedestres foram obrigados a enfrentar poças nas calçadas.
O Centro Integrado de Atendimento e Despacho (Ciade) do Corpo de Bombeiros informou ainda que a enxurrada inundou a garagem de um prédio residencial na 911 Norte. A região sempre sofre em temporais.
O Ciade recebeu pelo menos 13 chamados da região de Vicente Pires. A água invadiu residências nas chácaras 81, 122 B, 123 e 181 da Colônia Agrícola Samambaia e arrastou muita lama para dentro das casas.
Nas chácaras 26 e 157 de Vicente Pires também houve alagamento. Em algumas casas, a água ficou acima da cintura dos moradores.
Na Vila São José, um barraco desabou na chácara 240. Há ainda informações sobre inundações em Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. Em Samambaia Norte, a água derrubou o muro de uma chácara.

Mais chuva
A chuva desta tarde caiu forte em praticamente todo o Distrito Federal. E, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de mais pancadas de chuva até o fim da semana.
“Pelo que podemos ver, essa situação vai permanecer até o início de novembro. Normalmente o dia vai começar ensolarado, quente e abafado com formação de nuvens posteriormente e pancadas à tarde”, afirma o meteorologista Manoel Rangel, do Inmet.
O especialista explicou que áreas de instabilidade estão descendo da região amazônica para a região Centro-Oeste, o que justifica a ocorrência de chuvas nesta época. “É um movimento absolutamente normal, que tem a ver com a circulação dos ventos”, acrescenta.
A previsão para esta segunda-feira, segundo o Inmet, é de céu nublado a encoberto no DF com pancadas de chuva e trovoadas. A umidade relativa do ar vai ficar entre 95% e 45% e a temperatura deve variar entre 17° e 27°.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

João Buracão ressuscita a Rua 10

A gente pediu e ele veio. João Buracão conseguiu mais uma façanha, a Administração de Vicente Pires tapou a cratera da Rua 10 e a asfaltou. A Rua que já foi notícia várias vezes ganhou até meio-fios.
Parabéns à Administração pela iniciativa e Viva João Buracão!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Audiência pública sobre o EIA/RIMA

A Arvips está convidando os moradores de Vicente Pires para participar hoje (25/09) da audiência pública sobre o EIA/RIMA da cidade. Será às 14 h no Capital Park EPTG.
A Arvips tem um site na internet mas não usa ele para fazer esses avisos. Enquanto isso, fica espalhando faixas nas nossas ruas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Fim de festa em Vicente Pires

Veja na notícia do Correio Braziliense e aproveite para votar na nova enquete "Você é a favor da existência de casas de festas em nossa cidade?"

Operação fecha casas de festas irregulares em Vicente Pires

Naira Trindade

Publicação: 20/09/2009 16:24

Uma operação da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) fechou três casas de festas irregulares na cidade. As três festas começariam por volta de 14h e não tinham alvará para serem realizadas. De acordo com o delegado Gerardo Carneiro de Aguiar a intenção da polícia era encerrar as festas antes mesmo que começassem, para evitar tumultos. Duas das casas funcionavam em Vicente Pires e uma na Colônia Agrícola Samambaia. Além da falta de alvará para as festas, os locais não tinham autorizarão para funcionarem. Um deles é uma academia de ginástica e o outro um galpão com área para churrasco e piscina.

Os donos das casas tentaram justificar o erro e afirmaram que a falta do alvará é um velho hábito da administração. Como Vicente Pires não era regularizado, até maio deste ano, eles não tinham como conseguir o alvará. Mas a desculpa não impediu a polícia de acabar com as festas e segundo o delegado Gerardo Carneiro operações semelhantes ocorrerão mais vezes. Quem quiser fazer uma festa deve procurar a Administração de Vicente Pires para conseguir o alvará.

Todos os organizadores foram notificados e caso haja reincidência poderão responder por desobediência.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Desvio na EPTG

Como parte das obras da Linha Verde, o DER está fazendo desvios na EPTG como o que está funcionando desde o dia 1º.
Veja no aviso da Secretaria de Transportes abaixo:

Linha Verde: Desvio na EPTG para implantação do viaduto da EPVL
(31/08/2009 - 17:16)

A partir de amanhã (01), o trânsito na via expressa da EPTG sentido Plano Piloto/Taguatinga, na altura do Jóquei Clube, será desviado para marginal norte, numa extensão de 400 m. No sentido contrário, Taguatinga/Plano Piloto, na mesma altura, o tráfego será desviado da via expressa sul para via expressa norte, descendo pela contramão. A mudança tem por objetivo o início da construção do viaduto da Estrada Parque Vale – EPVL. Toda região estará sinalizada e permanecerá assim por aproximadamente quatro meses, durante as obras do viaduto. Não haverá maiores congestionamentos no local, visto que, continuará tendo três faixas de rolamento de cada lado.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Esgoto condominial pode custar mais de 1300 reais por lote

A Caesb, por meio de empresas contratadas, está realizando palestras em cada condomínio com os moradores para explicar como será o sistema de esgoto da cidade de Vicente Pires, inclusive informando quanto cada um irá pagar por isso.
Primeiro é preciso entender como funciona o sistema. A Caesb define dessa forma:

O sistema condominial de esgotamento sanitário é o padrão adotado pela CAESB para ampliação da estrutura de coleta de esgotos do Distrito Federal, fruto da constatação da inviabilidade econômica e financeira do modelo tradicional em apresentar solução a curto prazo para a universalização dos serviços.
A adoção desse padrão tem por objetivo, portanto, dar atendimento pleno à população com serviços de esgotamento sanitário, promovendo, ao mesmo tempo, a conscientização da comunidade sobre a importância do serviço para sua saúde e sobre os cuidados de manutenção da rede.
Do ponto de vista do dimensionamento hidráulico e em relação aos parâmetros de projeto, não existem inovações na modalidade condominial. A mudança está na concepção do projeto, que transfere para o interior do condomínio (quadra ou quarteirão urbano), a passagem dos ramais da rede, reduzindo bastante a extensão de tubulação necessária. Há três modalidades de ramal condominial: ramal de fundo de lote, ramal de jardim e ramal de passeio. A população, em reuniões com técnicos da CAESB, decide sobre o tipo de ramal e como executá-lo.

Essa mudança promove uma redução de custos significativa e permite ampliar consideravelmente o percentual de população atendida, utilizando-se o mesmo volume de recursos financeiros.
A participação comunitária é a base do sistema condominial, constituindo elemento fundamental da metodologia de implantação desse tipo de solução, incorporando a população na solução coletiva dos problemas locais de saneamento.


Neste trabalho de uma aluna da UnB podemos conhecer com mais detalhes sobre o esgoto condominial:
O conceito de "esgoto condominial" parte da idéia do condomínio vertical adaptada ao plano horizontal. Assim, adota um traçado de rede flexível, passando os canos de coleta no fundo dos lotes, na frente das casas, nos becos ou vielas dependendo da necessidade local, em vez de passá-los pelas vias públicas como no sistema convencional.
Como a rede passa por dentro dos lotes, o beneficiário é co-responsável pela manutenção do sistema o que estabelece uma relação de cooperação entre os vizinhos para a conservação de modo a manter o bom funcionamento do ramal.
O sistema condominial consiste em três etapas: a instalação domiciliar, a rede coletora e o sistema de tratamento e de destino final. A instalação domiciliar recebe a rede de águas servidas do banheiro, cozinha e área de serviço numa caixa de visita, localizada dentro da casa, através de um cano de 100 milímetros. A junção com a rede coletora, normalmente se localizada nos quintais, é feita por meio de uma caixa de inspeção. As caixas permitem o acesso aos canos para limpeza e manutenção do sistema.
O ramal do sistema de esgoto condominial recebe os esgotos das caixas de inspeção individuais, num coletor principal localizado na rua para receber os esgotos de outras quadras e seguir para a estação de tratamento. O escoamento dos esgotos é feito por gravidade, com declividade mínima sem necessidade de bombeamento.


O Jornal Tribuna ViP divulgou:
Do ponto de vista do dimensionamento hidráulico e em relação aos parâmetros de projeto, não existem inovações na modalidade condominial. A mudança está na concepção do projeto, que transfere para o interior do condomínio (quadra ou quarteirão urbano), a passagem dos ramais da rede, reduzindo bastante a extensão de tubulação necessária e profundidade da rede.
O engenheiro da CAESB destaca que as modalidades de ramal condominial são as seguintes: ramal de fundo de lote( passa a 70 cm do muro do fundo do lote), ramal de fundo de lote compartilhado (passa a 70 cm dos fundos do muro e atende duas chácaras) ramal de jardim( 70 cm para dentro do lote do morador) e ramal de passeio (70 cm. do muro para fora).


O valor mais caro será para quem for atendido pelos ramais de passeio, R$64,11 por metro de frente, por exemplo, um lote de 20 metros de frente pagará R$ 1.282,20 em 24 vezes a partir do mês em que seu esgoto for ligado ao sistema. Os lotes atendidos por ramais de jardim e ramais de fundo de lote pagarão um valor 50% menor e ainda terão para o resto da vida desconto de 40% na conta de esgoto. Alguns lotes que servirão de passagem para outros lotes ou condomínios, em geral, ficarão isentos da taxa de instalação.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

União cederá à Terracap direito de licitar

Veja na notícia do Jornal de Brasília:

Documento a ser assinado dia 31 cede à Terracap o direito de licitar terrenos da União


22/08/2009 - 09:14:53
Heli Espíndola
heli.espindola@jornaldebrasilia.com.br

O Governo do Distrito Federal e a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) assinarão na segunda-feira, dia 31, às 15h, no Centro Administrativo de Taguatinga, o protocolo de intenções que autoriza a transferência da área de Vicente Pires, que fica em terras da União, para a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). A assinatura será o primeiro passo para a regularização dos terrenos e deve aliviar a tensão entre os ocupantes dos 12 mil lotes da região.
Eles aguardam por uma decisão sobre o destino do bairro, antigo núcleo rural que foi ocupado, irregularmente, há alguns anos. A preocupação dos moradores é a nova reavaliação do preço dos lotes que será feita pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), que depois fará a licitação e a venda direta aos atuais ocupantes.

Reavaliação de preços
A expectativa da empresa é de que os lotes, anteriormente avaliados em cerca de R$ 70, já descontado o valor das benfeitorias, calculado em R$ 16, tenham um acréscimo de preços. De acordo com o presidente da Terracap, Antônio Gomes, a primeira avaliação foi feita há dois anos. Pela lei, a empresa terá que fazer uma nova mensuração do valor dos terrenos, tendo como base a sazonalidade do mercado imobiliário. Antônio Gomes, no entanto, tranquilizou os moradores, afirmando que não haverá alta exorbitante dos preços já estabelecidos.

Para calcular os valores dos lotes, o GDF levará em consideração o fato de os moradores serem de baixa e média rendas e manterá o acordado de abater as benfeitorias realizadas por eles. Cada lote será avaliado de acordo com a sua localização, sendo os mais valorizados os que se situam próximos às vias EPTG e Estrutural.

Apenas os lotes comerciais e os vazios serão vendidos em licitação aberta pela Terracap. Alguns moradores das chácaras que estão em Área de Preservação Permanente (APP) terão que ser retirados e realocados em outra área. No próximo dia 26, o GDF se reunirá com a Gerência de Patrimônio da União para definir a poligonal da cidade, que compõe as regiões de Cana do Reino, da ex-colônia agrícola de Samambaia, da ex-colônia agrícola de São José e o Jockey Clube.

Audiência pública
Já está marcada também para o dia 25 de setembro uma audiência pública entre o Instituto Ambiental de Brasília (Ibram), o Grupo de Análise e Aprovação de Parcelamentos do Solo e Projetos Habitacionais (Grupar) e a comunidade de Vicente Pires para aprovação do projeto urbanístico da cidade e do Eia-Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental).

Enquanto aguardam a solução, os moradores das chácaras – que foram parceladas e vendidas por grileiros – estão divididos entre o sentimento de dúvida de que a regularização da área realmente saia e a de que o preço a ser pago seja justo. "Fizemos toda a infraestrutura da cidade, com exceção da água potável. Compramos transformadores e postes para a rede elétrica interna dos condomínios e fizemos todo o asfalto das vias internas e principais", ressalta o presidente da Associação Comunitária de Vicente Pires, Dirsomar Chaves.

Segundo ele, a ação dos moradores agregou valor aos imóveis e gerou economia para o Estado com o pagamento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Além disso, estamos pagando IPTU há quatro anos", acrescentou Dirsomar Chaves.

Apesar de terem se instalado em uma área irregular, onde não havia infraestrutura, nem a obrigação do GDF de executá-la, alguns moradores que construíram suas casas em Área de Preservação Permanente (APP), cerca de 1,5 mil famílias, insistem no direito de fornecimento de água potável.

Acordo e Protesto
A construção de obras de infraestrutura em APPs é proibida pelo Termo de Ajuste de Conduta (TAC) de 2007. Por causa da determinação, cerca de 15 famílias da chácara 36, que fica na APP e tiveram as instalações de água realizadas equivocadamente por técnicos da Caesb, estão protestando.

Na última quinta-feira técnicos da empresa estiveram no local para cortar a água e foram impedidos pelos moradores que ameaçaram entrar na justiça. "Estamos apenas cumprindo o que está estabelecido no Termo de Ajuste e Conduta", justificou Maurício Ludovice, Superintendente do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Caesb.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Terracap, é claro, não gostou dos 70 reais por m2

Quem definiu o preço do metro quadrado para Vicente Pires foi a União. A Terracap não gostou e vai dar palpite. Veja na notícia do site Brasília em Tempo Real:

Terracap vai reavaliar lotes de Vicente Pires

O preço dos lotes em Vicente Pires, que se transformou em motivo de reclamação entre os moradores, deve ficar maior. Um levantamento feito há cerca de dois anos pela Gerência de Patrimônio da União (GRPU) estimou o preço médio do metro quadrado em R$ 70. Mas a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) informou ontem que vai reavaliar terreno por terreno para definir os preços de mercado. Um imóvel às margens da Via Estrutural ou da Estrada Parque Taguatinga (EPTG), por exemplo, custará mais do que lotes mal localizados, com topografia desfavorável ou de difícil acesso.

Vicente Pires tem mais de 12 mil imóveis, o que vai tornar difícil a missão do governo. Antes do início da venda, é preciso que a União registre as terras em cartório e entregue a documentação à Terracap. Depois disso, o GDF tem que aguardar a licença de instalação (1)e a aprovação do projeto urbanístico para conseguir o registro de cada lote. "O cartório não vai conseguir fazer tudo isso de uma vez, são muitos imóveis. Então, é possível que façamos a venda em partes", explica o diretor técnico da Terracap, Luís Antônio Reis.

O presidente da Terracap, Antônio Gomes, destaca que ainda é cedo para pensar nos novos preços. "Mas não há por que os moradores ficarem assustados, pois a Terracap vai levar em conta o caráter social da regularização", ameniza Gomes. Por lei, a empresa é obrigada a avaliar individualmente os imóveis vendidos pela companhia. Como o valor de R$ 70 por metro quadrado foi estimado há dois anos, é bem possível que ele esteja defasado.

O diretor comercial da empresa, Dalmo Alexandre Costa, disse que vai solicitar à GRPU explicações sobre como foi feita a avaliação. "Queremos saber como eles chegaram a esse valor", conta Dalmo. O Correio tentou contato com a gerente regional de Patrimônio da União, Lúcia Carvalho, para obter detalhes sobre a forma de avaliação. Mas, até o fechamento desta edição, ela não retornou as ligações.

A definição do preço e a forma de venda dos terrenos de Vicente Pires servirão de modelo para a regularização fundiária de outros condomínios construídos em terras da União. Como o Correio mostrou ontem, os lotes da antiga colônia agrícola serão vendidos diretamente aos moradores da região. No caso de imóveis comerciais, haverá licitação pública. A ideia da venda por gleba, reivindicação antiga da comunidade, foi abandonada diante das críticas e questionamentos do Ministério Público Federal.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Resultados das últimas enquetes

O Blog de Vicente Pires perguntou:

"Antes de morar no Vicente Pires, onde morava?"

A maioria morava em Taguatinga ou Ceilândia. Veja o resultado completo.
48% Taguatinga
17% Ceilândia
17% Outra cidade de DF
7% Águas Claras
4% Samambaia
4% Fora do DF

"Se aparecesse uma proposta, você trocaria seu imóvel no Vicente Pires por:"

39% Nada nesse mundo
17% Dinheiro vivo
13% Um apartamento em Águas Claras
13% Outro imóvel no DF
8% Uma casa em Taguatinga
8% Uma casa no Guará

"Quanto vale o seu imóvel no Vicente Pires?"

38% De 100 a 200 mil reais
20% De 200 a 300 mil reais
14% No máximo 100 mil reais
12% Mais de 300 mil reais
8% Não tem preço
6% Não tenho ideia

E aproveite para votar na nova enquete que fica sempre do lado direito da tela.

Regularização que nunca chega

O Correioweb publicou hoje notícia sobre a regularização de Vicente Pires. Nada de novo, mas é sempre bom estar bem informado sobre o assunto.

Metro quadrado em Vicente Pires custará R$ 70

Luísa Medeiros - Da equipe do Correio
Protocolo a ser assinado entre União, GDF e moradores prevê regularização por venda direta para lote residencial e licitação para comercial
11/08/2009 - A regularização fundiária de Vicente Pires, antiga colônia agrícola que hoje é a mais nova região administrativa (RA) do Distrito Federal, nunca esteve tão perto de virar realidade. Quase duas décadas após surgirem os primeiros parcelamentos irregulares das chácaras do local, os moradores têm motivos para apostar que a legalização da área de mais de 2 mil hectares pode sair do papel até o fim desse ano. Além do avanço nas questões jurídicas, ambientais e urbanísticas, essa semana deve ser assinado entre o GDF, a União e os moradores um termo de compromisso inédito que irá estabelecer as diretrizes para acelerar a regularização quando os trâmites obrigatórios desse processo estiverem concluídos. Até mesmo o preço do metro quadrado já está previsto: em média R$ 70 para os lotes residenciais e o dobro para os comerciais.

O Protocolo de Intenções, que deverá ser assinado ainda neste mês, sela a parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma), a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e a comunidade de Vicente Pires, com cerca de 65 mil habitantes. Em maio passado, tornou-se a 30ª região administrativa do DF, que é formada pelas colônias agrícolas Vicente Pires e Samambaia, Vila São José e Cana do Reino. Do total da área da gleba, 1,8 mil hectares são de propriedade da União — o restante é pertencente ao espólio de Eduardo Dutra Vaz. No mês passado, os herdeiros dele receberam da 14ª Vara de Fazenda Federal de São Paulo a sentença de que as terras do governo federal poderão ser registradas no 3º Cartório de Taguatinga.

Com a posse definitiva da área, a União poderá repassar a propriedade à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), que por sua vez poderá vender diretamente os terrenos aos atuais moradores – desde que o governo local siga as condicionantes definidas no Protocolo de Intenções (veja quadro). O GDF será o dono das terras, mas deverá cumprir compromissos. Terá que doar áreas para o governo federal implementar políticas públicas de habitação no DF (como o programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo), vender os terrenos aos moradores a juros baixos, custear as obras de infraestrutura e de recuperação ambiental em Vicente Pires com o dinheiro arrecadado pela venda dos imóveis, entre outros.

As exigências impostas no documento, que não tem caráter jurídico, mas sim o de amarrar as negociações entre os governos e os moradores, são fáceis de serem cumpridas, segundo o secretário de Governo, José Humberto Pires. “Após muitas reuniões, chegamos a um documento afinado, com os direitos, as obrigações e o ajuste de conduta de cada uma das partes envolvidas no processo. Essa assinatura é bastante importante porque vai agilizar a transferência da área, a emissão do licenciamento ambiental, a conclusão do projeto urbanístico. E tudo feito com participação da população.”

União
Segundo o coordenador da Gerência de Patrimônio da União (GRPU), Alessandro Marcone Ferraz Mattos, faltam ajustar alguns detalhes no conteúdo do protocolo. “E o que está sendo feito é para ser cumprido. É um termo de compromisso entre as partes”, destaca. Na opinião do presidente da Associação de Moradores de Vicente Pires (Arvips), Dirsomar Chaves, o maior ganho da comunidade no texto é ter assegurado que o dinheiro da venda dos lotes vai ser revertido em infraestrutura para o local. “Isso é um ganho extraordinário. Acredito que a regularizção só não vai ser executada se não houver disposição no campo político, porque no administrativo estamos bem adiantados”, esclarece. Dirsomar diz que o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) de Vicente Pires está pronto e deve haver em setembro a audiência pública para discutir o documento. A aprovação do Eia-Rima é o primeiro passo para conseguir o licenciamento ambiental.

O projeto urbanístico de Vicente Pires também está prestes a ser finalizado, segundo o gerente de Regularização dos Condomínios do GDF, Paulo Serejo. O documento define onde serão instalados os equipamentos públicos, como escolas, parques e postos de saúde. Há pendências sobre a área que deve ser utilizada para isso, porque não existem muitas disponíveis. “Devemos usar partes de 20 chácaras para a instalação das benfeitorias com as devidas autorizações dos chacareiros. Para tanto, eles serão recompensados.”

Em relação aos moradores que estão em área de proteção permanente (APP)(1), Serejo é categórico: “As construções serão removidas caso estejam nas áreas de APP. Lotes em APP que não estejam ocupados por edificações poderão ficar”, explica. Levantamentos mostram que existem mais de 500 famílias vivendo nessas áreas.

MEIO AMBIENTE
É um corredor protetor das margens dos leitos d’água e de locais com fragilidade ambiental. Não é permitido qualquer tipo de construção em APPs a menos de 30 metros de nascentes, em locais com declive superior a 30 graus, em bordas de chapada, em veredas e outros pontos.

» Tira-dúvidas

1 - O que é o Protocolo de Intenções?
É um termo de compromisso que estabelece diretrizes para agilizar a regularização fundiária, ambiental e urbanística de Vicente Pires. Não tem valor jurídico, mas ratifica a intenção de fazer a legalização e define regras que deverão ser seguidas para isso. As regras, no entanto, só serão colocadas em prática depois que forem resolvidas as pendências sobre a propriedade da terra, o seu licenciamento ambiental e o seu projeto urbanístico.

2 - Quando e por quem o documento será assinado?
Representantes dos governos federal e local e dos moradores de Vicente Pires. Há previsão que o documento seja assinado na próxima quinta-feira.

3 - O que está definido no texto do documento?
O que cada parte deve fazer no processo de legalização. O texto contém as condicionantes e as considerações que devem ser seguidas após a resolução das questões jurídicas, ambientais e urbanísticas. Estabelece quais terras serão repassadas à União e ao GDF, o valor do metro quadrado dos lotes residenciais e comerciais, a forma de venda dos lotes, o que será feito com o dinheiro arrecado com a venda dos imóveis, entre outros pontos importantes para avançar com a regularização.

4 - Como ficará a propriedade da área?
A parte de Vicente Pires que pertence ao governo federal será repassada à Terracap. Após o governo local registrar o parcelamento no cartório, ele terá que doar à União as chácaras (com mais de dois hectares de área e de uso rural) que não foram parceladas, bem como terrenos localizados à direita da DF-095, área conhecida como Cana do Reino, e a Vila São José.

5 - Quem será responsável pela infraestrutura?
O GDF é responsável pela elaboração do projeto de urbanismo e da implementação das benfeitorias nas áreas públicas, como asfalto, rede de água e esgoto. O morador terá que pagar apenas pelas taxas de manutenção dos serviços. Parte da área de algumas chácaras será usada para instalar escolas, postos de saúde e outros equipamentos que forem definidos pela população. Para tanto, os chacareiros serão recompensados pelo governo.

6 - Os lotes serão vendidos ou licitados?
Os lotes residenciais serão vendidos de forma direta para os moradores. Os comerciantes terão que participar de licitação, com direito à preferência para adquirirem as áreas. Os chacareiros poderão ter a concessão do direito real de uso do terreno por 30 anos, mas será cobrada taxa de ocupação. Os moradores de áreas carentes, como a Vila São José, terão a concessão de direito real de uso de forma gratuita.

7 - Quanto vai custar o metro quadrado?
O valor médio do metro quadrado dos lotes residenciais será de R$ 70. Para os lotes comerciais, o valor sugerido é de R$ 140. A Terracap terá que aplicar o valor arrecadado pela venda dos lotes em obras de infraestrutura, urbanização e compensação ambiental em Vicente Pires.

8 - Quais serão as condições de pagamento?
Nos contratos de alienação dos lotes residenciais serão aplicados juros de 3% ao ano, além do IGP-M. A venda direta poderá ser parcelada em 25 anos por famílias com renda de até cinco salários mínimos (R$ 2.325). Famílias com renda acima de cinco salários terão prazo de pagamento de até 15 anos.

9 - O que será feito com as casas em APPs?
A Cana do Reino foi definida como área para realocar famílias que moram em casas construídas nas áreas de proteção permanente (APP). Terrenos que estão em APP mas não têm edificações construídas poderão permanecer nesses locais.

10 - Como será fiscalizado o processo de regularização?
Será criado um grupo de trabalho com representantes dos governos e da comunidade para acompanhar e fiscalizar a regularização fundiária e as obras de urbanização.

Atualização sobre o assunto regularização veja aqui http://vicentepires.blogspot.com.br/2014/09/gdf-aprova-o-projeto-de-regularizacao.html

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Incêndio em casa na Rua 10

Veja na notícia do CorreioWeb e se você tiver mais informações coloque aqui nos comentários.

Incêndio atinge casa em Vicente Pires e helicóptero cai próximo ao Detran

Publicação: 07/08/2009 17:43 Atualização: 07/08/2009 18:33

Um incêndio atinge uma casa na Rua 10, chácara 145, em Vicente Pires. Pelo menos 10 carros do Corpo de Bombeiros de Brazlândia, Asa Norte e Taguatinga ajudam no combate das chamas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda não há informação sobre as causas. O grande temor é de que o fogo, que já atinge grandes proporções, acabe se alastrando para casas vizinhas, construídas muito próximas.

Os homens que trabalham no combate ao incêndio informaram que, por causa da cor da fumaça e do tamanho das chamas, eles acreditam que a casa era usada como depósito de colchão, ou outro produto sintético. O Corpo de Bombeiros confirmou que a primeira casa que pegou fogo pertence ao dono da loja Plasticouro Decorações, de Taguatinga Norte.

As chamas já atinigiram cinco metros. A residência onde o fogo começou desabou. Como medida de segurança, a energia da região foi cortada pela Companhia Energética de Brasília (CEB).

Confira os vídeos abaixo.







quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Adasa orienta sobre poços e cisternas

Veja no informativo repassado pela Prospecting.

Adasa e Feira do Produtor de Vicente Pires em parceria promovem a conscientização da comunidade

Poços e cisternas ainda são formas de abastecimento de água em muitas casas nas colônias agrícolas do Vicente Pires, Samambaia e Vila São José. O uso inadequado dos lençóis de água subterrânea, além de comprometer a reserva, gera processos de contaminação que expõem seus usuários a diversos riscos.

Para esclarecer a essas comunidades sobre os métodos e as possibilidades de captação de água subterrâneas, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), em parceria com a Feira do Produtor de Vicente Pires, vai promover na própria Feira, nos dias 14 e 15 de agosto encontros com síndicos dos condomínios da região.

Os técnicos da ADASA estarão à disposição dos usuários para prestar esclarecimentos necessários à regularização dos usos dos recursos hídricos, em benefício dos próprios moradores, em busca de maior segurança no uso da água para consumo humano e irrigação. A disponibilização do abastecimento de água potável pela CAESB, que vem sendo implantado nas regiões, impede a continuação do uso da água dos poços da região para consumo humano.

Com relação à regulação, os usuários que já recebem água da CAESB e que atendam os critérios da Resolução 350 da ADASA, que trata da outorga, poderão encontrar respostas sobre como proceder. Os que não atendem aos critérios da outorga, terão que obedecer a Resolução 420, que trata do tamponamento. Nos últimos meses, foram tamponados 218 poços e lacrados 1.178, obedecendo às determinações do TAC.

Para mais informações:

Prospecting - Assessoria de Imprensa

Contatos: 3032-6744, 9220-9241 ou 9220-9584 procurar Andréa ou Natália.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Duas obras para comemorar

1ª Obra
A finalização da via paralela à Estrutural trouxe uma melhoria significativa no tráfego interno de Vicente Pires. Essa via permite acesso rápido ao Pistão Norte em Taguatinga nos dois sentidos, diminuindo o trânsito nas Ruas 10 e 12.
Como toda obra de infra-estrutura, sempre ficam algumas questões que nos fazem perguntar "Por que os engenheiros não pensaram nisso?"
São elas:
- Por que os acessos de entrada e saída da via paralela à Estrutural são tão estreitos e tão curtos, não permitindo uma aceleração e desaceleração adequada?
- Por que não fizeram um sistema de águas pluviais? Será que, com as fortes chuvas do final do ano, essa via vai ficar no lugar?
- Por que não estenderam a via até a cháraca 25 do outro lado do córrego, evitando que os veículos que estão na Estrutural e vão para o Vicente Pires tenham que ir para a EPTG?
- Por que não fizeram em conjunto com a via, uma faixa de ciclovia e uma calçada de pedestres?

2ª Obra
Contrariando todas as projeções, o trecho da Rua 8 que liga a rua 3 à 5 foi asfaltada, melhorando as opções de quem vem da EPTG em direção às Ruas 8, 10 e 12 e metada da Rua 5. Com isso o trânsito se espalha e evita engarrafamentos que estavam começando a incomodar.
Agora falta o trecho da Rua 10 que até na Rede Globo apareceu com a visita do João Buracão.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Apagão dominical

O que foi isso?
A falta de energia elétrica em Vicente Pires nesse último domingo (02/10) durou pelo menos das 17:30 às 23:00h (horário em que fui durmir e a luz não tinha retornado).
No site da CEB não havia programação de desligamento para a região.
Você que viu que horas a energia voltou nos conte usando os comentários.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Começam no dia 27 as interdições na EPTG

Conheça os detalhes na notícia abaixo publicada no site do GDF:

Linha Verde: interdições na EPTG começam segunda-feira

(23/07/2009 - 16:00)

Os motoristas que utilizam a Estrada Parque Taguatinga (EPTG) vão precisar de paciência para ver a primeira etapa da Linha Verde concluída. O pedido é do governador José Roberto Arruda. Em visita ao canteiro de obras nesta quarta-feira (22), Arruda afirmou que o trabalho na via será intensificado e que os impactos negativos são inevitáveis. "A obra é muito grande. É uma construção de R$ 240 milhões que pega toda EPTG. A gente não pode tapar o sol com a peneira. É claro que uma obra deste porte, construída em um período curto de tempo, traz alguns transtornos à população", disse o governador.

A partir de segunda-feira (27), alguns trechos da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) no sentido Plano Piloto-Taguatinga vão passar de três faixas de rolamento para duas faixas. "Onde hoje é o acostamento, passará a ser a quarta faixa de rolamento da via e um novo acostamento será construído ao lado", explicou o secretário de Transportes, Alberto Fraga. Nesta primeira fase haverá interdições nas proximidades do Guará e de Taguatinga, e em frente à Residência Oficial do governador em Águas Claras, estendendo-se depois por toda a via.

Para fazer as ampliações da EPTG no sentido Taguatinga-Plano Piloto, será preciso antes reforçar a estrutura da adutora da Caesb, que parte do acesso a Taguatinga até as proximidades do Guará. A obra terá início também na próxima semana e deverá ser concluída após 60 dias. Inicialmente não haverá interferência no trânsito, pois apenas alguns trechos do acostamento serão utilizados. Essa adutora garante o abastecimento de água de Taguatinga Centro, Guará e Lúcio Costa. Cerca de 200 mil pessoas são beneficiadas.

Em setembro, começam as obras da pista exclusiva de ônibus. A pista de rolamento mais próxima ao canteiro central vai ser substituída pelo corredor dos ônibus executada com concreto. Com esta intervenção, a EPTG terá uma redução no número de faixas, indo de três para duas. A intenção é que a quarta faixa de rolamento e o acostamento já estejam prontos, assim o trânsito poderá ser deslocado. Parte do trânsito também será desviado para os trechos concluídos das marginais. Atualmente, 176 máquinas e 60 caminhões basculantes estão trabalhando na construção das marginais.

O conselho para aqueles que usam a pista é buscar alternativa no metrô, na Estrada Parque Núcleo Bandeirante e na Estrutural. Atualmente, 150 mil veículos passam pela EPTG todos os dias. Com a obra, a via vai dobrar de tamanho. Além de ganhar vias marginais nos dois sentidos, terá um corredor exclusivo para ônibus e asfalto novo em todas as pistas. Cinco viadutos serão construídos, sendo um no cruzamento da Linha Verde com a EPIA, SIA, Guará - já em construção - , na entrada do Jóquei e na saída de Águas Claras. Passarelas e ciclovia também integram o projeto do trecho de 12,7 quilômetros entre a entrada de Taguatinga e o acesso à Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA).

Fonte: Ascom/ST com informações da Agecom

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Rua 8 terá asfalto por completo


Que ótima surpresa!
O trecho da Rua 8 que liga a Rua 3 à 5 está sendo asfaltado.
Incrível, esse trecho sempre foi deixado de lado pela administração da nossa cidade e agora está sendo asfaltado. Será um ótimo atalho para quem está nas ruas 5, 8, 10 e 12 e quer ir pegar a EPTG no sentido Plano Piloto ou ir ao Big Box.
A Rua 8 deixou para trás até mesmo a famosa Rua 10 que há alguns meses recebeu até a visita do João Buracão, mas ainda não recebeu a cobertura asfáltica.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Vai ter posto do Na Hora na Linha Verde

Confira na notícia do Brasília em Tempo Real:

Na Hora amplia atendimento
O Serviço de Atendimento Imediato ao Cidadão, popularmente conhecido como Na Hora, prepara uma expansão no Distrito Federal. Até o fim do ano, três novas unidades devem ser inauguradas nas cidades do Gama e Samambaia e na Linha Verde, na altura da Super Quadras Brasília (SQB), ao lado do Guará I.
Dessas, a unidade da Linha Verde promete ser a mais sofisticada, com uma área de 1,2 mil metros quadrados, 160 funcionários e aparelhos de última geração.
Sozinha, atenderá cinco regiões administrativas: Guará, Vicente Pires, Estrutural, Águas Claras e Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Será criada até uma linha de ônibus ligando a Estrutural à SQB.
O governo planeja ainda abrir mais 10 unidades do Na Hora por meio de Parcerias Público Privadas (PPPs). Três propostas foram apresentadas até o momento e estão sob análise.
Somente após a escolha do melhor projeto é que será lançado o edital de licitação para a seleção das empresas responsáveis pela implantação das unidades.
Além disso, o Na Hora negocia com os Correios e a Junta Militar para incluir os serviços realizados pelas duas entidades no quadro de atendimentos que já realiza.
Acordos recentes garantiram a inclusão nas unidades de vários serviços, entre eles os prestados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a realização de perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a emissão de passaportes junto à Polícia Federal (PF) e a emissão de carteirinhas da União dos Estudantes (UNE).
É possível ainda emitir o documento de identidade e realizar vistoria do carro pelo Departamento de Trânsito (Detran-DF).
Atualmente, o Na Hora oferece para a população mais de 300 tipos de serviços de órgãos do governo local, federal, Justiça e entidades parceiras.
As quatro unidades existentes — Rodoviária do Plano Piloto, Ceilândia, Sobradinho e Taguatinga —, juntamente com outras quatro unidades móveis, atendem, em média, 10 mil pessoas por dia.
“Temos como missão aproximar o Estado da população. Queremos facilitar a vida do cidadão atuando de maneira diferenciada, oferecendo rapidez , eficiência e qualidade no serviço”, afirmou Luiz França, diretor-geral do Na Hora, órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania.
Para tanto, as unidades distribuídas pelo DF funcionam de 7h30 às 19h durante a semana. Aos sábados, o funcionamento vai das 7h30 às 13h.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O DER ficou louco

O DER fez a pista paralela à via Estrutural que margeia o Vicente Pires desde o Pistão Norte até próximo ao córrego. Excelente!

Esta semana eles fecharam com meio-fio a saída da Rua 5 para a Estrutural, mas não criaram uma saída decente. Exatamente a rua que mais concentra movimento de carros em direção à EPCL. Resultado: confusão e na quinta-feira (16/07) retiraram os meio-fios e liberaram a saída toda esburacada.

Hoje percebemos que eles decidiram fazer uma saída no final da pista paralela. Agora por que não pensaram isso antes de fechar a Rua 5? Por que não fazem um acesso à Estrutural com pista de aceleração de no mínimo 300 metros? Onde se formaram os engenheiros do DER/DF?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Procon no Vicente Pires

Do Jornal de Brasília:

Unidade móvel do Procon inicia a semana em Vicente Pires
15/06/2009
O Procon chega, nesta segunda-feira (15), a Vicente Pires. A unidade móvel ficará ao lado da Feira do Produtor até amanhã atendendo a comunidade local. O horário de funcionamento será das 9h às 16. Os técnicos do Procon vão orientar os consumidores sobre direitos e deveres nas relações de consumo, além de registrar reclamações das pessoas.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Festa Junina em Vicente Pires

Festa junina na Paróquia Nossa Senhora da Vitória nos dias 6 e 7 de junho às 20:00h.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Taguaparque será inaugurado dia 06 de junho

O Taguaparque, que agora poderia se chamar VPParque, vai ter a sua primeira etapa inaugurada no dia 06 de junho às 10 horas pelo governador Arruda.

Serão inauguradas a quadra poliesportiva, sede administrativa, calçadas e ciclovia.
Quem já esteve lá sabe que a pista de corrida tem 1000 metros e é muito boa.
Tudo indica que haverá parquinho para crianças e aparelhos de ginástica
(esqui, surfe, remo, dentre outros) iguais aos que já existem em parques e praças de várias cidades brasileiras.
Esperar para ver.
E parabéns para Taguatinga com seus 51 anos. Para a programação das festividades clique aqui.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Acabou o prazo para desativar poços e cisternas

Veja na notícia do Jornal de Brasília de 28/05:

Prazo para desativar cisternas em Vicente Pires vai até sexta-feira (29)
28/05/2009 - 21:08:08
Os moradores de Vicente Pires tem até esta nesta sexta-feira (29) para desativarem suas cisternas. O aviso vale para os moradores que tem uma área menor do que cinco mil metros quadrados. Todos os 3 500 usuários que captam águas subterrâneas já receberam notificações da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) junto com um folheto explicativo de como devem proceder a operação. Até agora, apenas 200 poços foram tamponados e cerca de mil se encontram lacrados ou inativos.
A partir de segunda-feira (1) os que não desativarem os poços estarão sujeitos a multas que vão de 100 a 10 mil reais. A fiscalização será feita por técnicos da Adasa e da Caesb, que iniciarão, nos próximos dias, idêntica ação em Mestre D’Armas, onde existem cerca de 400 poços. O fechamento dos poços em áreas servidas por água da Caesb é uma exigência do Termo de Ajustamento de Conduta -TAC, assinado entre o Ministério Público, GDF, Adasa, Caesb e Ibama e do decreto 22018/2001 do GDF.
A obturação dos poços deve ser providenciada pelos próprios usuários, seguindo método definido pela Adasa, com uso de terra, areia, brita e fragmentos rochosos. Atualmente, cerca de 80% das residências de Vicente Pires são servidas pela água da Caesb. O fechamento definitivo dos poços e cisternas, segundo técnicos da Adasa, evitará a contaminação do aqüífero, além de buscar recuperação quali-quantitativa do potencial hidrogeológico da região.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Vídeo de raio atingindo avião

Esse vídeo foi gravado em Osaka no Japão, mas pode ter sido o que aconteceu ao avião da Air France que saiu do Rio de Janeiro para Paris e desapareceu.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cidade Vicente Pires, agora é realidade

Enfim, somos uma cidade, apesar da falta de quase tudo que uma cidade precisa, mas é o começo.
Veja na reportagem do Correio Braziliense:

Vicente Pires é 30ª cidade do Distrito Federal
João Campos - Do Correio Braziliense
Governador sanciona a lei que transforma o bairro, antes pertencente a Taguatinga, na 30ª Região Administrativa do DF. Ato pode acelerar a regularização da área onde estão 300 condomínios
27/05/09- O Setor Habitacional Vicente Pires é a 30ª Região Administrativa do Distrito Federal. Lei sancionada ontem pelo governador José Roberto Arruda dá autonomia política para a região, que deixa de ser um bairro de Taguatinga (RA III) e passa a receber recursos próprios para investimentos em benfeitorias. A oficialização da mais nova cidade do DF, e maior ocupação irregular em terras da União, ocorre 20 anos depois do surgimento das primeiras chácaras da antiga colônia agrícola. Entre os desafios da primeira gestão: a regularização dos lotes, a construção da redes de águas pluviais, esgoto, um posto de saúde e de opções de lazer e esporte para os 70 mil moradores do lugar. Na prática, a criação de uma administração regional vai facilitar a implantação de melhorias e agilizar os trâmites burocráticos rumo à legalização de Vicente Pires. A partir de hoje, comerciantes e moradores que não contam com alvará de funcionamento ou construção, por exemplo, podem conseguir o documento na administração da cidade. Antes, era preciso ir até a regional de Taguatinga ou pedir à gerência do lugar para fazer o contato antes de obter a licença. As dificuldades se repetiam em casos de pedidos de ampliação da infraestrutura, como asfaltamento e reparos na rede elétrica. "Vicente Pires conquistou a independência. Esse é um momento histórico", comentou Arruda. O primeiro administrador da RA XXX é o empresário Alberto Meireles, 53 anos, morador da região há 18 anos. Gerente de Vicente Pires desde 2007, ele tem a regularização como prioridade. "Enquanto formos vistos como área irregular, o recebimento de benfeitorias ficará comprometido. Mas agora, com a ligação direta entre a população e o governo por meio da administração, teremos mais agilidade nos processos", afirmou. Por enquanto, a representação funcionará na sede da Associação Comunitária dos Moradores, na Área Especial 1, ao lado da Feira Permanente. "Estamos abertos para atender à demanda e receber sugestões", garantiu Meireles. O técnico em sinalização de trânsito Antônio Carlos Medeiros, 48, espera ver melhorias na cidade. Como boa parte dos habitantes dos cerca de 300 condomínios de Vicente Pires, ele pagou do próprio bolso para ter asfalto na frente de casa. "Foram R$ 900. Agora, exigimos que o Estado assuma o seu papel", cobrou o morador do parcelamento 157. Expedita Rodrigues, 67, lembra quando deixou a Paraíba para viver em uma roça na região onde hoje fica Vicente Pires. "Era 1959, Brasília nem tinha nascido. Isso aqui era um cerradão”, comentou a pioneira. Ontem, ela não escondeu a felicidade. “Vai melhorar, ainda falta muita coisa. Mesmo assim, só saio daqui se for para o cemitério", disse.

Poligonal
A transformação da Colônia Agrícola Vicente Pires em Setor Habitacional ocorreu em 1998, por meio da Lei nº 1.823/1998. A aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) do DF, em dezembro do ano passado, abriu as portas para a regularização da área urbana, que não depende mais de licença ambiental. Cerca de 60% das terras que formam a cidade, no entanto, pertencem à União. "Estamos na fase final para o repasse das áreas. Não teremos problemas para começar a vender os lotes ainda este ano", explicou a gerente de Patrimônio da União, Lúcia Carvalho, que esteve na assinatura da lei que cria a região administrativa de Vicente Pires. Famílias de baixa renda - até três salários mínimos - receberão os lotes de graça. Os demais comprarão os terrenos por preços abaixo do valor do mercado. Apesar dos avanços rumo à legalidade, a definição da poligonal de Vicente Pires ainda precisa ser aprovada pela Câmara Legislativa. A área da cidade compreende as antigas colônias agrícolas Vicente Pires, Samambaia e Vila São José. O impasse com relação à definição da área da 30ª Região Administrativa do DF gira em torno das colônias 26 de Setembro e Cana do Reino, hoje pertencentes a Taguatinga. "A poligonal ainda precisa ser votada, mas não vamos abrir mão das áreas pois são as únicas que permitem a expansão de Taguatinga", adiantou o deputado distrital e ex-administrador da cidade, Benedito Domingos. O GDF espera solucionar o problema, que não impede a legitimação de Vicente Pires, até julho.
Raios X
Setor Habitacional Vicente Pires
- Criado, oficialmente, em 1998.
- 70 mil habitantes. - Cerca de 300 condomínios.
- A maior ocupação de terras da União no DF.
- Destaques no comércio: Feira do Produtor de Vicente Pires.
- Um Posto de Segurança Comunitário da Polícia Militar.
- Uma delegacia de polícia (38ª DP). - Não tem posto de saúde, espaços para lazer e práticas de esporte ou redes de esgoto e águas pluviais.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Vídeo do João Buracão no DFTV

Caso não esteja aparecendo clique aqui.

João Buracão veio ao Vicente Pires!


E ele veio. Obrigado João!

Se você assistiu ou esteve no local, conte pra gente usando os comentários.

Veja na reportagem do DFTV de 20/05:

João Buracão conhece a maior cratera do DF
O buraco fica em Vicente Pires e tem 4,5 metros de profundidade. A visita do boneco criado no Rio de Janeiro deu resultado: governo marcou data para resolver o problema
Nesta quarta-feira, dia 20, Brasília recebeu a visita de uma autoridade bem diferente de todas que costumam passar pela capital. Uma autoridade em buracos, o João Buracão. Quem assiste ao Fantástico todos os domingos o conhece bem. Ele viaja pelo Brasil, checa a situação das ruas e estradas, denuncia onde estão os buracos. Foi criado por um borracheiro no Rio de Janeiro, a partir de uma brincadeira ligada à cidadania, e adotado pelo jornal Extra. Depois virou estrela da televisão.O encontro de João Buracão com a maior cratera do Distrito Federal foi na Rua 10 de Vicente Pires, que está interditada. Quem cuida da recepção é a dona de casa Maria Bárbara Luz, mostra a João como a rua fica feia com aquele buraco. “Eu queria ter uma rua limpinha, com asfalto para os meus filhos poderem brincar”, reclama. O aposentado Ilton Marilto entra em cena. Leva João para dentro do buraco e o ajuda a profundidade da cratera: 4,5 metros. Depois, Ilton coloca o boneco na garupa da bicicleta e dá uma volta na rua, para mostrar a extensão da abertura na pista. “Se nada for resolvido, te procuro novamente”, avisa o aposentado. O boneco não responde, mas virou porta-voz de muita indignação. O passeio de João Buracão deu certo. A Administração de Vicente Pires avisou que dentro de dois meses começam as obras para cobrir a cratera da Rua 10. Em seguida, vão vir asfalto e galerias para a água da chuva. E Bárbara e Ilton vão poder ter a rua do jeito que sempre sonharam. Confira no vídeo a visita de João Buracão a Vicente Pires.

Sônia Campos / Manoel Lenaldo

terça-feira, 12 de maio de 2009

João Buracão, vem aqui no Vicente Pires?

O buraco da Rua 10 (entre a rua 3 e 5) não tem pra ninguém. Com certeza vai ganhar o concurso realizado pelo Fantástico como o maior buraco do Brasil.

Será que alguém já mandou um vídeo para a Globo desse buraco?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Nova EPTG - projeto

O DFTRANS divulgou algumas imagens de como ficará a nova EPTG com suas pistas auxiliares, passarelas e os pontos de ônibus.



quarta-feira, 6 de maio de 2009

Asfalto da pista auxiliar da Estrutural

Ao que tudo indica, em breve o trecho da pista auxiliar da Estrutural que liga a Rua 5 à Rua 3 e segue até o córrego será asfaltado. Hoje, 06 de maio pela manhã, várias máquinas estavam estacionadas no local.
Só um detalhe que me causa dúvida. Até agora não vi a construção de uma saída decente para a Estrutural saindo da Rua 5 e 3. Será que vão deixar apenas as saídas que hoje já estão prontas?

Assalto a casa em Vicente Pires

Mais um assalto a residência em Vicente Pires. Leia na reportagem do site Em Tempo Real:

Cinco homens invadem e assaltam casa em Vicente Pires
Uma residência em Vicente Pires foi invadida por cinco homens por volta das 11h desta terça-feira (5/5). A ação começou quando dois deles pularam o muro e renderam a empregada da casa, de 37 anos. Após ser feita refém, ela foi obrigada a abrir o portão para os outros três homens, que entraram na garagem com um Corsa prateado.
Neste momento, o filho dos donos da casa, de 19 anos, chegou na residência em sua moto, uma Yamaha, placa JJW 1134, de cor azul. Ele e a empregada foram imobilizados e colocados em um dos quartos da casa. Os homens levaram 20 relógios de uma coleção, jóias, uma TV, dois celulares, um computador, documentos pessoais e a moto. Eles fugiram rapidamente no mesmo carro utilizado para a ação. "O Corsa estava amassado no paralama dianteiro, do lado esquerdo. Esse dado nos ajudará nas buscas", explicou o delegado-chefe da 38ª Delegacia de Polícia, Gerardo Carneiro de Aguiar.
Os reféns pediram socorro utilizando um computador, por meio de um site de relacionamentos da internet. A polícia procura pelos suspeitos. A câmera de segurança do condomínio filmou parte da ação dos homens.
Informações sobre os foragidos podem ser passadas para Disque Denúncia da Polícia Civil, no número 197.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Nova EPTG

Veja na reportagem do Jornal de Brasília:


Brasília vai ganhar um presente em seu aniversário de 50 anos. No dia 21 de abril de 2010, a população do Distrito Federal conhecerá a nova EPTG, primeira grande obra do Programa Brasília Integrada. O novo sistema de transporte público mudará o modo como as pessoas se locomovem no DF, disse ontem o governador José Roberto Arruda. "Estamos projetando a cidade para daqui a 15 anos." A nova EPTG (Estrada Parque Taguatinga Guará) é a primeira parte da Linha Verde, um dos três principais corredores de transporte que serão implantados pelo GDF, ligando o final da Asa Sul à Ceilândia, passando por Taguatinga, Águas Claras, Vicente Pires e Guará, como antecipou o Jornal de Brasília em edições anteriores. Para adequar a via ao novo sistema, que não prevê cruzamentos em nível, serão construídos cinco novos viadutos ao longo dos 12,5 quilômetros da EPTG. A estrada também será ampliada e passará a ter mais duas pistas ao lado das já existentes, com duas faixas cada, que darão acesso aos bairros. Um corredor exclusivo de ônibus será construído no canteiro central da via, com 17 estações ligadas aos bairros por passarelas. O sistema contará com 400 novos carros
articulados com piso baixo, acesso para deficientes, portas para os dois lados e capacidade para 150 passageiros. Esses ônibus terão passagens integradas ao sistema de micro-ônibus, que deixará os passageiros nas novas pistas, e ao metrô, na Estação Terminal Asa Sul, que fica no Setor Policial Sul. Eles serão operados apenas por uma empresa, que será escolhida por meio de licitação do transporte público da Linha Verde.
Ao lado das vias marginais serão construídas ainda ciclovias ao longo de toda EPTG, com bicicletários em todas as estações de ônibus.
Impacto
Caminho para 140 mil veículos e quase um milhão de pessoas por dia, segundo a Secretaria
de Transportes, a EPTG é a principal via de transporte do DF. A reformulação da estrada
será feita com um empréstimo de R$ 244 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID), que também deve financiar grande parte das obras do Brasília Integrada nos próximos
anos. Arruda já avisou que a ampliação vai incomodar os moradores durante os próximos 12 meses, mas o governo planejou a obra para que esse impacto seja reduzido. Primeiro serão construídas as vias marginais. Quando elas estiverem prontas, o transito será desviado para a
construção do corredor de ônibus e repavimentação das pistas já existentes. "Não haverá diferença nos próximos quatro meses", garante o secretário de Transportes, Alberto Fraga.
Para ajudar a desafogar o trânsito durante e após as obras, também será inaugurada na próxima quinta-feira a pista que liga a EPTG ao Setor de Inflamáveis, atrás do SIA.
Mas a implantação da Linha Verde não terminará em 2010.
As obras dos trechos que ligam a EPIA ao Setor Policial Sul e ao Setor de Indústrias Gráficas
e Taguatinga a Ceilândia só devem terminar em 2012. Esse último trecho vai contar ainda com um túnel sob Taguatinga para desafogar o trânsito na Praça do Relógio, segundo Fraga
.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

RA foi criada, mas falta ser demarcada

Leia na reportagem do Correioweb de 25/04:

Após se tornar RA, falta Vicente Pires ser demarcada
Vicente Pires está prestes a se tornar a 30ª Região Administrativa do Distrito Federal. Os deputados distritais aprovaram, nesta quinta-feira (23/04), o projeto de lei 814/2008 que autoriza o Executivo a tornar o bairro independente. Mas, para sair do papel, ainda leva tempo. Existem pelo menos duas pendências: a lei ainda será sancionada pelo governador José Roberto Arruda e é preciso definir a área de abrangência (poligonal). O desejável, segundo fontes do governo, é que as pendências sejam resolvidas em 90 dias. Mas pode ser que a nova RA só passe a existir de fato no fim deste ano.

A delimitação da área tem tudo para gerar polêmica. Atualmente, Vicente Pires é uma gerência administrativa. A área inclui, além da parte urbana, a Colônia Agrícola Samambaia e os núcleos rurais 26 de Setembro e Cana do Reino. Agora, a Administração Regional de Taguatinga, que respondia pela gerência de Vicente Pires, reivindica para si os dois últimos núcleos rurais.

A deputada Eurides Brito (PMDB), líder do governo na Câmara Legislativa, disse que a decisão é política e não deve demorar. “As áreas atuais já estão definidas e ainda temos o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot). Portanto, o governo terá instrumentos técnicos para decidir o que é melhor para Brasília”, afirmou.

No projeto, o governo argumentou que ao criar a Região Administrativa de Vicente Pires pretende promover a descentralização administrativa e a utilização racional de recursos para o desenvolvimento socioeconômico da cidade. O secretário de Governo, José Humberto Pires, avisou que o GDF não tem pressa para definir a poligonal da área. A decisão, segundo ele, levará em conta as características de cada área para que sejam agrupadas aquelas que têm características afins. “É evidente que toda discussão como essa gera um bairrismo e isso acontece permanentemente. Mas temos que evitar distorções e vamos manter contíguas as áreas afins”, mencionou.

José Humberto citou exemplos como o Areal. Metade da região está em Taguatinga e a outra, em Águas Claras. “Estamos com o Pdot nas mãos e vamos redefinindo a cidade aos poucos. A criação da RA de Vicente Pires vai ajudar a acelerar o processo de regularização”, afirmou o secretário.

Vantagem
A principal vantagem para os moradores de Vicente Pires será a agilidade na solução dos problemas, segundo o administrador de Taguatinga, Gilvando Galdino Fernandes. “Agora, eles terão mais atenção e os esforços concentrados de uma equipe dentro da cidade. O morador de Taguatinga também ganha porque focaremos as nossas ações. Não tínhamos estrutura para atender a todas essas demandas”, ressaltou Galdino.

O governo diz que a criação da RA não implica em criação de novos cargos. Dos 62 previstos, todos já existem na estrutura do Executivo. Desses, 40 estavam vagos e apenas serão preenchidos. Os 22 restantes, já estão ocupados na estrutura da atual gerência de Vicente Pires. Mesmo assim, haverá gastos extras com os 40 novos funcionários. “Não temos como dizer ainda porque não estamos com a estrutura de cargos. Mas é a menor estrutura entre todas as RAs. Menos até mesmo que a RA do Paranoá”, argumentou Eurides Brito.

Até a década de 1970 só existiam no DF 11 regiões administrativas. Nos últimos anos, foram criadas outras 19. Boa parte delas, entre 2003 e 2005 (veja arte). Diferentemente dos outros estados, o DF não tem municípios e, portanto, prefeituras. Conforme a Lei Federal n.º 4.545/64, cabe às RAs promover a coordenação dos serviços em harmonia com o interesse público local.

O administrador das Cidades, Irio Depieri, explicou que a administração regional é o braço do governo voltado para o atendimento às necessidades da população. “O caminho sempre é a administração para qualquer que seja a queixa. Se é falta de iluminação pública, encaminhamos o pedido para a CEB (Companhia Energética de Brasília). Se é educação, recorremos à Secretaria de Educação e, assim, sucessivamente”, explicou.

Para moradores, marco importante
Mais de 20 anos se passaram desde que o chacareiro Djair Bernado da Silva, 70 anos, e Walter Rezende, 61 anos, criador de pombos-correio, chegaram a Vicente Pires. Eles contam que receberam a terra do governo e que se lembram de um tempo em que a região toda era um imenso cerrado. As casas que construíram não contavam com luz elétrica, esgoto ou mesmo telefone. “Nem rua tinha. Os próprios moradores tiveram que abrir caminho pelo meio do mato”, contou Djair. “Só no final da década de 80, que começaram a ocupar a região mais intensamente. Mas o boom de construções e o crescimento desenfreado ocorreu mesmo depois do ano 2000”, detalhou.

Vicente Pires, que leva o nome de um produtor rural que tinha posse da terra antes da criação do Distrito Federal, cresceu. Deixou de ser uma área habitada somente por produtores rurais para tomar ares de cidade. Ganhou ruas asfaltadas, escola e comércio. Mas faltava uma presença mais forte do governo local na área urbana. E os moradores ainda clamam pela regularização da área, objetivo que acreditam estar mais próximo com o reconhecimento de Vicente Pires como uma Região Administrativa. “Vivemos uma situação esquisita. O governo diz que não pode fazer nada na área porque não é regularizado. Mas na hora que me cobram o IPTU, eu tenho que pagar”, destacou Walter.

Melhorias
Glênio José da Silva, diretor da Associação Comunitária de Vicente Pires, acredita que a criação da nova Região Administrativa trará diversas melhorias para o local. “É um marco muito importante. O governo coloca um pé aqui dentro e, com isso, devemos ganhar mais máquinas e equipamentos para melhorar a infraestrutura da cidade”, afirmou. Como outros moradores, ele tem expectativa grande quanto à regularização dos terrenos da área. “Todos aqui sonham em ter as escrituras de suas casas. A instalação de uma Administração é o primeiro passo para chegar a esse objetivo”, acrescentou.