segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Deputados Distritais eleitos

Esses foram os Deputados Distritais eleitos em 2014, segundo o TSE:


E Vicente Pires, mais uma vez, não conseguiu eleger nenhum representante para a Câmara Legislativa.

Os candidatos da nossa cidade que chegaram mais perto foram Dr. Charles (PR) com 11.769 votos e Dirsomar (PT) com 10.186 votos, e não foram eleitos por causa da legislação eleitoral, que, com o tal de coeficiente eleitoral, confunde as pessoas que acabam elegendo outros candidatos de coligação sem querer. Ambos tiveram menos votos que em 2010. Dr. Charles ficou como 2º suplente da coligação PR/PTB.
Outra candidata da região, Paula Matos (PDT) obteve apenas 2105 votos.



Em 2010, os distritais eleitos foram os da imagem abaixo:





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Violência em Vicente Pires

Mais um caso de violência em nossa cidade.
Na reportagem do Correio Braziliense.

domingo, 19 de setembro de 2010

TRE-DF altera zona de Vicente Pires

Quem já votava em Vicente Pires desde 2006 vai perceber que a zona e seção foram alteradas para essas eleições de 2010.
Segundo o TRE-DF, o local da votação não mudou, apenas o número da zona e da seção é que alteraram.
Agora a 19º zona eleitoral é a que atende aos eleitores de Vicente Pires.

Para tirar a dúvida, o melhor é acessar o site do TRE-DF e consultar o seu local de votação.

Lembrando que no dia da eleição é necessário levar documento de identificação com foto junto com o título de eleitor.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Linha Verde EPTG em 10 de novembro de 2010

Essa é a data prevista para finalização das obras pelo atual Governador do DF.
Veja na reportagem do Correio Braziliense:

Rosso garante que obras na EPTG serão entregues dentro da data prevista

Ariadne Sakkis

Publicação: 13/09/2010 13:43 Atualização: 13/09/2010 13:43

O governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, visitou o canteiro central de obras da Estrada Parque Taguatinga (EPTG), na manhã desta segunda-feira (13/9). Durante a visita, Rosso disse que estava satisfeito com o consórcio, mas pediu que a ampliaçao da via siga em um ritmo mais acelerado. Ele também garantiu que as obras serão entregues dentro da data prevista, dia 10 de novembro.

Além disso, o governador afirmou que a previsão é de que, nos próximos 60 dias, as pistas principais do Viaduto do Jockey Clube e do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) estejam liberadas. O fluxo de veículos na parte de cima deve ser desbloqueado em 40 dias e o restante em 20 dias. Enquanto isso, os motoristas devem continuar encotrando os desvios para o tráfego no local.

Em relação as obras de ciclovia, Rosso esclareceu que elas estão mantidas. No entanto, só começarão quando a obra principal, com as pistas marginais e expressas, forem concluídas. Ele acredita que a ciclovia deve ficar a encargo do próximo governador do DF.

Estiveram presentes na visita, o secretário de Transporte, o diretor geral do Departamento de Estrada e Rodagem (DER), Luiz Carlos Tanezini, e integrantes do órgão.

Obra
A obra de ampliação da EPTG deverá beneficiar cerca de 150 mil veículos que passam pela pista diariamente. Os custos estão orçados em R$ 306 milhões, utilizados com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Governo do Distrito Federal (GDF).

Vicente Pires na TV

No DFTV de 13/09. Veja:

Caos em cruzamento de Vicente Pires
A Redação Móvel foi conferir o problema de trânsito em Vicente Pires, onde um cruzamento não tem qualquer sinalização. Acidentes são comuns e preocupam quem passa pelo local.

De quem é a preferência num cruzamento que não tem sinalização, balão, faixa ou qualquer outra referência para os motoristas e pedestres? Difícil responder! Essa é a realidade no cruzamento da Rua 7 com a Rua 8, em Vicente Pires.

“É raro um dia que não tem um acidente aqui. É moto, carro, ônibus. Recentemente, um motoqueiro quase morreu ali”, conta o comerciante Wilton Sérgio Maia, que é dono de um comércio que fica bem no cruzamento tão perigoso.

Os acidentes são provocados pela falta de sinalização na pista. “É perigoso também para os pedestres. De vez em quando, tem acidente aqui. Os motoristas não respeitam os pedestres e o mais preocupante: há um colégio bem perto daqui”, fala.

No começo do dia, às 7h25, a situação é ainda mais complicada. Muitos carros deixam a Rua 8. Ao mesmo tempo, pedestres tentam atravessar, ciclistas circulam e passageiros descem de veículos – uma verdadeira confusão.

“Não tem placa, não tem nada. A gente fica esperando a hora que dá para passar”, diz a estoquista Deusamar Costa.

O caos permanece o dia todo, conforme registrou o telespectador Nildomar de Freitas. Num vídeo feito às 18h, ele mostra que a confusão no cruzamento permanece. Os carros param no meio da via e os motoristas não se entendem. De quem é a preferência? É até difícil saber, não há sinalização.

A administração da cidade informou que já solicitou ao Detran a instalação de um semáforo. O Detran disse que vai mandar uma equipe reavaliar a sinalização do local, enquanto não é instalado o semáforo. Mas avisou que, até o fim do mês, vai melhorar a situação nas pistas.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Novos desvios na EPTG

Desde sábado 28/08, há novos desvios na EPTG para a continuação das obras da Linha Verde.
Para quem quiser ver como serão os desvios acesse os arquivos abaixo:

Viaduto Águas Claras
Viaduto EPVL (Jóquei)

Não ficou muito claro como serão os desvios, mas dá para ter uma ideia.

Ou assista a reportagem do DFTV


Ciclovia
A ciclovia que iria ser construída junto com a Linha Verde foi tirada do projeto, sabe-se lá porque, frustrando quem pensava em se deslocar com um meio de transporte ecológico.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Eleições e Vicente Pires

Vicente Pires está em alta.
Pelo menos para os candidatos às eleições desse ano. Os candidatos ao governo do DF já estiveram por aqui e ontem (17/08) um presidenciável andou por essas bandas.
Espero que isso se traduza em melhorias para nossa cidade a partir de 2011 quando tomarem posse.

Aproveite o assunto eleição e vote na enquete que está no ar aqui no Blog.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O GDF ainda despreza Vicente Pires

É só ver no Portal do GDF que indica as obras no Distrito Federal, que é fácil visualizar esse desprezo com a nossa cidade.
Águas Claras e Cidade Estrutual recebem uma quantidade muito maior de obras quando comparadas às do Vicente Pires.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Correr em Vicente Pires e no Taguaparque

Quem gosta de correr, mora em Vicente Pires ou utiliza o Taguaparque, tem que conhecer o blog Eu corro.net de um corredor que mora em nossa cidade.
Muito legal! Um dia eu começo a correr também!

A NET chegou em Vicente Pires

Este blog não está fazendo propaganda não, é porque o que importa é a concorrência aumentar e os moradores ganharem nos preços.
Vi hoje, um agente autorizado oferencendo NET na esquina da Rua 5 com a Rua 10.


A NET oferece acesso à internet banda larga, canais de TV por assinatura e telefone fixo.
Vale a pena comparar os preços com os da Oi e da GVT e decidir se vale a pena.
O telefone do agente autorizado ...(retirado pois não é mais representante).

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Promoção da Azul para Brasília

A Azul lançou o Passaporte Azul Brasília.
Com ele você pode viajar de Brasília para qualquer destino da Azul no Brasil, ou de qualquer desses lugares para Brasília por 499 reais, quantas vezes quiser no período de 09/08 a 17/09/2010.

Para quem está à toa é uma ótima oportunidade para conhecer várias cidades em 40 dias.
Para conhecer mais acesso o site da Azul.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A Azul já está voando para Brasília

A Azul já está operando voos de Campinas para Brasília desde o início da semana.
O detalhe é que a operação é feita pelo Terminal 2 do aeroporto e não o Terminal 1 (principal) que todos conhecem.
O Terminal 2 é aquele que fica na via que liga o balão do Aeroporto no Lago Sul ao Terminal 1, de frente às concessionárias de automóveis.

Veja mais na reportagem do Correweb.

sábado, 31 de julho de 2010

Cuidado: 90 lotes à venda irregularmente

Veja na reportagem do Correioweb de 31/07/2010

90 lotes à venda irregularmente
Terrenos em Área de Proteção Ambiental, em Vicente Pires, tinham 300 metros quadrados e custavam de R$ 105 mil a R$ 130 mil. Cinco já teriam sido comercializados por casal de corretores detido ontem

Adriana Bernardes
Publicação: 31/07/2010 07:00 Atualização: 31/07/2010 08:13


Um casal de corretores foi detido na tarde de ontem, pela Polícia Federal, sob a acusação de lotear e vender uma Área de Proteção Ambiental (APA) de propriedade da União. A fração fica na Rua 10B, em Vicente Pires, numa das regiões mais cobiçadas pela facilidade de acesso, tanto pela Estrutural quanto pela Estrada Parque Taguatinga (EPTG). Mapas apreendidos com os suspeitos apontam que o pedaço de terra pode ter sido dividido em 90 terrenos de 300 metros quadrados cada. O Correio apurou que o preço variava de R$ 105 mil a R$ 130 mil cada.
Vizinhos do loteamento irregular evitaram comentar o caso. Uma mulher que aceitou dar entrevista sob a condição de ter o nome preservado contou que a venda começou há pouco mais de duas semanas. “Quando soube, fui lá para comprar um lote, mas eles disseram que já tinha acabado. Lote aqui em Vicente Pires vale ouro. Todo mundo quer”, relatou a dona de casa de 49 anos.
O tamanho da área grilada e a quantidade de lotes comercializados só serão confirmados no fim da investigação, após o resultado da perícia. Segundo o delegado federal Fabiano Martins, chefe da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio, informações preliminares levam a crer que pelo menos cinco dos 90 terrenos teriam sido vendidos. Além dos mapas, os agentes apreenderam documentos de cessão de posse preenchidos e outros em branco.
Até o fim do dia de ontem, não havia definição sobre se o casal ficaria detido. Caso o crime seja confirmado, eles podem responder por estelionato qualificado, com pena de até oito anos, e parcelamento irregular do solo para fins urbanos, cuja pena pode chegar a cinco anos. Nos depoimentos o casal teria dito que não é dono da área nem responsável pelo parcelamento.
Procurado pelo Correio, o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-DF), Hermes Alcântara, assegurou que o casal detido pela PF não tem registro. “São contraventores. Nunca estiveram cadastrados como corretores”, disse. De janeiro a junho deste ano, a entidade fiscalizou 8.814 profissionais. Desses, 1.053 acabaram autuados por cometerem alguma irregularidade e 149 foram denunciados por exercício ilegal da profissão.
Antes de os grileiros erguerem o muro, os moradores compravam hortaliças produzidas no lote. Por cima do muro, dá para ver uma pequena horta e pelo menos duas casas. Havia pelo menos sete pessoas no lote quando a reportagem esteve no local, mas ninguém quis dar entrevista. Um homem deixou o local e seguiu a pé até o fim da rua, onde sentou-se no meio-fio.
Do lado de fora, cerca de cinco homens trabalhavam na jardinagem. Mais da metade da frente do lote estava gramada. A outra parte já havia sido preparada para a colocação da grama. Falta só espalhar os tapetes de grama já amontoados. Quando a reportagem chegou, parte dos trabalhadores deixou o local. Outros bateram no portão e entraram. O carrinho de mão e as enxadas usadas para colocar a grama foram abandonados na entrada de um dos portões. Ninguém quis dar entrevista. Disseram ter sido contratados por um homem apenas para fazer o jardim.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Nova rodoviária de Brasília começa a funcionar no dia 25 de julho

Reportagem do Correioweb de 23/07/2010:

Nova rodoviária começa a funcionar neste domingo

A nova Rodoviária Interestadual de Brasília, que fica localizada na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), começará a funcionar a partir deste domingo (25/7). Ela será operada normalmente para o embarque e desembarque de passageiros e compra de passagens.Mais ampla e moderna, a rodoviária, que custou cerca R$ 45 milhões ao consórcio vencedor da licitação, tem 20 mil metros quadrados de área construída, 32 boxes para ônibus e atenderá cerca de 140 mil passageiros por mês, com 39 empresas de ônibus interestadual operando no local. O acesso ao embarque para os passageiros será controlado por catracas e bilhetes eletrônicos.Por esse motivo, pessoas que já tenham passagens compradas para outras cidades, devem comparecer ao local no dia da viagem com, pelo menos, uma hora de antecedência para que possam trocar as passagens antigas por bilhetes eletrônicos no guichê da empresa.Também passarão a operar no novo terminal todas as empresas de ônibus que funcionavam na Rodoferroviária, além de algumas linhas interestaduais que saíam da Rodoviária do Plano Piloto. A Nova Rodoviária atenderá todos os passageiros com destino superior a 75 quilômetros da capital federal.O usuário também terá mais facilidade por conta da localização: ao lado da Estação Shopping do Metrô. Além disso, o DFrans começou a testar duas novas linhas de ônibus. Uma delas fará uma trajeto que sairá da nova Rodoviária, passará pelo Fórum, Terminal da Asa Sul e terminará o percurso na Rodoviária do Plano Piloto, passando pela W3. A outra linha é temporária e vai operar entre a Rodoferroviária e o novo terminal de embarque.Os passageiros tembém terão à disposição guarda-volumes, painéis eletrônicos com informações sobre partidas e chegadas, banheiros gratuitos, fraldário e carrinhos para transporte de bagagens. O transporte de bagagens realizado por carregadores na antiga Rodoferroviária foi transferido para o local.O usuário também deve ficar atento, porque a rodoferroviária funcionará como embarque e desembarque de ônibus interestaduais apenas até o sábado (24/7).

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Próximo domingo é dia de comprar passagem para Miami

O motivo do título é que a American Airlines irá começar a vender passagens aéreas do voo direto Brasília-Miami no próximo domingo, dia 27/06. E eles prometeram preços agressivos, para alavancar as vendas.

Se realmente isso acontecer, as concorrentes, principalmente TAM e Delta terão de se mexer.

A American Airlines anunciou ontem a autorização do novo voo Brasília-Miami-Brasília (BSB/MIA/BSB) que iniciará a operação em 20 de novembro. Dia 19 já vai sair o primeiro de Miami em direção à nossa capital.

De Miami para Brasilia (Qua, Sex, Sab, Dom):
Voo 243
Saída: 23:10h
Chegada: 9:35h (dia seguinte)

De Brasilia para Miami (Seg, Qui, Sab, Dom):
Voo 248
Saída: 11:05h
Chegada: 3:45h (mesmo dia)
A American usará um avião pequeno, um Boeing 757 de 182 lugares, mas já é um começo.
E quem é associado Smiles ainda pode trocar milhas por passagens da American.

Essa rota internacional se junta a outras que já saem de Brasília:
Alguém duvida que os brasilienses irão invadir Miami?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vicente Pires tem 12 mil obras irregulares

Notícia do Correio Braziliense de 21/05.

21/05/2010 - No Setor Habitacional de Vicente Pires, as construções inacabadas expõem a incerteza e a expectativa da comunidade pela regularização (1)da área. Há um ano, o local ganhou o status de 30ª região administrativa do Distrito Federal. Enquanto o território não for regularizado pelo governo federal, a região fica embargada. Sendo assim, nenhuma obra pode ser iniciada ou concluída sem a autorização da administração regional. Nos últimos dois anos, no máximo 15 permissões foram concedidas pelo órgão. Segundo a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), aproximadamente 12 mil obras em andamento hoje estão em situação ilegal nas áreas residenciais e comerciais de Vicente Pires. A Agefis garante que realiza fiscalização diária nesses locais.

A antiga colônia agrícola se transformou em uma área recheada de condomínios residenciais irregulares. Na década de 1980, a região formada por 358 chácaras — sendo 27 ligadas ao Guará e 331 a Taguatinga — englobava Vicente Pires, Samambaia, Cana do Reino, Governador e Vila José. No fim da década de 1990, no entanto, alguns proprietários decidiram parcelar o terreno e vender os lotes. Sem o freio do governo local, a ocupação desordenada do solo se fixou como setor habitacional. Em pouco tempo, a urbanizada Vicente Pires acolheu cerca de 70 mil habitantes. E em 26 de maio do ano passado, o ex-governador José Roberto Arruda sancionou o Projeto de Lei nº 814/2008 para criar a 30ª região administrativa do DF.

Mas, em 2007, Arruda proibiu a expansão de Vicente Pires. De maneira a reverter os prejuízos causados pela paralisação das obras, 15 proprietários conseguiram autorização provisória na Administração de Taguatinga, responsável pelo setor habitacional nos últimos dois anos, para finalizar os edifícios. Caso contrário, a obra não poderia continuar. Segundo a assessoria de imprensa da Administração de Vicente Pires, apenas as construções em estado avançado e que tinham iniciado continuidade, extensão ou reforma antes da determinação do governador receberam a autorização. O órgão é responsável pela concessão de alvarás de funcionamento.

Fica a cargo da Agefis fiscalizar a ocupação irregular do solo. Segundo a assessoria de imprensa da agência, as construções com mais de um pavimento que não têm autorização e, portanto, os donos são notificados. Caso persistam na ilegalidade, acabam interditadas. As obras novas podem ser demolidas imediatamente. Um edifício na Rua 4 de Vicente Pires está pela metade. O responsável pelo empreendimento, Valfrido Antônio de Borba, 51 anos, iniciou a edificação em 2001. Com o embargo, em 2006, ficou impossibilitado de continuar o trabalho. Mas, hoje, ele conta com a autorização da administração para continuar. “Ficamos muito tempo parados. Perdi muito dinheiro na época. Mas agora temos o documento para finalizar. A Agefis passa aqui e nos dá autorização”, explicou Valfrido.

Sem previsão
Não há previsão da regularização do solo de Vicente Pires. E, por isso, alguns empreendedores iniciam obras pela cidade. O autônomo Márcio Alves Lopes explica que não conseguiu licença das administrações de Taguatinga e Vicente Pires para iniciar a obra na Rua 8, há quatro meses. Ainda assim, caminhões e máquinas trabalham ali durante o dia. “Aqui ninguém tem alvará. É uma invasão de ponta a ponta. Como vou esperar, se não sei quando vão regularizar? Pode ser daqui a cinco ou 10 anos”, defendeu. Ele pretende construir um prédio com garagem subterrânea e salas comerciais. “Todo mundo faz isso aqui em Vicente Pires. Ainda vale a pena pelo preço. Mas sei que, quando sair a regularização, vou ter que comprar o terreno”, alegou.

Alguns moradores reclamam da quantidade de obras irregulares espalhadas por Vicente Pires. O radialista Henrique Cecílio, 38 anos, indigna-se com a atual situação. “Você vai levantar uma obra, um muro, tem que pedir autorização da Administração de Vicente Pires. Mas algumas obras gigantescas estão sendo erguidas na frente da administração e parece que ninguém vê”, reclamou. Ele acredita que o grande problema da cidade é a especulação imobiliária. “Já é possível ver pessoas com dinheiro comprando lote, construindo empreendimentos para vender depois”, contou. “A fiscalização fica em cima das obras pequenas, mas das grandes, não”, finalizou.

Processo lento
Os moradores de Vicente Pires ainda não enxergam luz no fim do túnel. Segundo a Secretaria de Patrimônio da União, ligada ao Ministério do Planejamento, as negociações ainda estão em curso. Cerca de 500 casas estão à beira de córregos ou em áreas com solo de vereda. A especulação imobiliária corre as ruas de Vicente Pires. Corretores de imóveis negociam vendas. Um apartamento de dois quartos, por exemplo, chega a custar R$ 220 mil.


Os passos da legalização

* Com a posse definitiva da área, a União poderá repassar a propriedade de Vicente Pires à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap).

* Só então, o órgão está autorizado a vender os terrenos aos atuais moradores.

* Ao se tornar proprietário das terras, o GDF deverá cumprir os compromissos firmados no Protocolo de Intenções assinado entre os governos local e federal. O termo estabelece as diretrizes necessárias para agilizar as regularizações fundiária, ambiental e urbanística de Vicente Pires.

* Entre os pontos abordados está o valor do metro quadrado, a forma de venda e o que será feito com o dinheiro arrecadado.


Cronologia
1980
A região abrigava apenas uma colônia agrícola formada por 358 chácaras — sendo 27 ligadas à Administração do Guará e 331 a Taguatinga.

1997
Os proprietários de chácaras passaram a dividir os terrenos que usufruíam para vender lotes menores a terceiros.

2009
O ex-governador José Roberto Arruda sancionou um projeto de lei e batizou a região como a 30ª região administrativa do DF. A área atual de Vicente Pires é de 2 mil hectares. A cidade tem 2 mil hectares e o preço do metro quadrado previsto pelo governo federal é de R$ 70, para construções residenciais, e R$ 140 para comerciais.

2010
Os moradores da região esperam a regularização da área. Do total da gleba, 1,8 mil hectares são da União — o restante pertence a Eduardo Dutra Vaz. Os herdeiros dele receberam da 14ª Vara de Fazenda Federal de São Paulo a sentença de que as terras do governo federal poderão ser registradas no 3º Cartório de Taguatinga.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Preços estacionamento do Aeroporto de Brasília (BSB)


Atualizado em abril/2014.

1 horaR$ 5,00
2 horasR$ 8,00
3 horasR$ 10,00
4 horasR$ 11,00
5 horasR$ 12,00
6 horasR$ 13,00
7 horasR$ 14,00
8 horasR$ 15,00
9 horasR$ 16,00
10 horasR$ 17,00
11 horasR$ 18,00
12 horasR$ 19,00
13 horasR$ 20,00
14 horasR$ 21,00
15 horasR$ 22,00
16 horasR$ 23,00
17 horasR$ 24,00
18 horasR$ 25,00
19 horasR$ 26,00
20 horasR$ 27,00
21 horasR$ 28,00
22 horasR$ 29,00
23 horasR$ 30,00
1 diaR$ 31,00
2 diasR$ 62,00
3 diasR$ 93,00
4 diasR$ 124,00
5 diasR$ 155,00
6 diasR$ 186,00
7 diasR$ 217,00
8 diasR$ 248,00
9 diasR$ 279,00
10 diasR$ 310,00
11 diasR$ 341,00
12 diasR$ 372,00
13 diasR$ 403,00
14 diasR$ 434,00
15 diasR$ 465,00
16 diasR$ 496,00
17 diasR$ 527,00
18 diasR$ 558,00
19 diasR$ 589,00
20 diasR$ 620,00
21 diasR$ 651,00
22 diasR$ 682,00
23 diasR$ 713,00
24 diasR$ 744,00
25 diasR$ 775,00
26 diasR$ 806,00
27 diasR$ 837,00
28 diasR$ 868,00
29 diasR$ 899,00
30 diasR$ 930,00

Capacidade: 1034 vagas, das quais 81 são destinadas a pessoas com deficiência ou a idosos.
Não tem vaga coberta. Não há estacionamentos concorrentes, nem no caminho do aeroporto.
A única concorrência são os estacionamentos públicos do próprio aeroporto. É só torcer que o seu carro não seja o escolhido dos bandidos.
Se estiver chovendo, leve guarda-chuvas, pois não há cobertura até o saguão.
O pagamento é feito num guichê próximo à saída do desembarque doméstico. Aceitam cartão Visa.
Mais informações no site do Aeroporto de Brasília.

terça-feira, 2 de março de 2010

Violência em Vicente Pires

Veja na reportagem do Correio Braziliense de 27/02/2010:

Assaltantes fazem família refém em Vicente Pires

Naira Trindade

Publicação: 27/02/2010 15:21

Cinco assaltantes fizeram refém uma família na madrugada de sexta-feira (26/2) em Vicente Pires. De acordo com o depoimento do envolvidos na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), os bandidos invadiram a casa por volta de 1h e os trancaram em um quarto de hospédes. Dois dos bandidos estavam armados.

Os assaltantes ameaçaram as vítimas, dizendo para elas ficarem quietas, pois queriam terminar o assalto com "chave de ouro". As cinco pessoas da família permaneceram por duas horas no quarto e ouviram os bandidos realizarem, em intervalos de meia hora, três viagens para coletar objetos da casa. Entre os produtos roubados estavam uma espingarda, três televisores, dois computadores, um aspirador de pó e dois carros, um CrossFox, placa JGQ 2872-DF e um Gol, placa JHA 8238-DF.

Após uma ronda pelo local, a polícia chegou a George dos Santos Rodrigues, 27 anos, e Ivan Carlos Borges da Silva, 21, que estavam com o veículo Gol e o aspirador de pó. Os dois foram presos e recolhidos a carceragem do Departamento de Polícia Especializada. Os outros envolvidos continuam foragidos.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Situação da Linha Verde em dezembro de 2009

O Correio Braziliense fez uma ótima reportagem sobre a situação da Linha Verde em dezembro de 2009.
O desenho abaixo resume a situação.

Obra em APP - o problema

Veja na reportagem do Correio Braziliense:

Obra em APP ameaça o sonho da legalização de parcelamentos

Helena Mader

Publicação: 30/12/2009 08:16 Atualização: 30/12/2009 08:21

A grilagem de terras no Distrito Federal ignorou o planejamento urbano da cidade e, principalmente, o meio ambiente. Sem a devida aprovação de projetos, centenas de casas foram erguidas indevidamente à beira de córregos, nascentes e até mesmo do Lago Paranoá, o principal cartão-postal da cidade. O desrespeito à legislação ambiental agora cobra o seu preço. Os moradores que construíram em lotes classificados como Àreas de Preservação Permanente (APP)(1) hoje convivem com ameaças de derrubadas e, apesar do investimento alto em estudos de impacto ambiental, não conseguem regularizar seus lotes.
A ocupação de APPs é também um problema político. Operações de derrubada de casas, onde famílias vivem há décadas, são sempre medidas impopulares. Apesar da pressão dos órgãos ambientais e até mesmo do Ministério Público Federal, apenas obras em andamento ou estruturas, como muros e churrasqueiras, foram demolidas nos últimos anos. Enquanto isso, a comunidade de parcelamentos com terrenos em APP luta na Justiça para permanecer e até mesmo para questionar a classificação dos imóveis como áreas de preservação permanente.

Vicente Pires é uma das regiões mais atingidas por esse problema. O primeiro estudo, realizado há quatro anos, apontou a existência de pelo menos 500 casas construídas à beira de córregos ou em áreas com solo de vereda. O número assustou a população e o governo começou a estudar a possibilidade de transferência de famílias para outros terrenos dentro do próprio bairro. Mas a retirada de pessoas de áreas de preservação permanente não avançou. Muitos moradores recorreram questionando a classificação. A palavra final será do Instituto Brasília Ambiental, encarregado de fazer a análise do estudo de impacto ambiental (Eia-Rima). De acordo com o Ibram, ainda não há prazo de quando a avaliação do documento será concluída.

Na região do Grande Colorado, o número de casas em APP é bem menor do que em Vicente Pires: 138, segundo o Eia-Rima da região, que engloba ainda os setores Contagem e Boa Vista. A maioria dos lotes classificados como áreas de preservação permanente está nos condomínios próximos à rodovia DF-150. Muitas casas foram erguidas a uma distância pequena do córrego Paranoazinho. Mas a comunidade argumenta que a erosão, provocada por obras na rodovia, causou o problema, já que o desgaste do solo reduziu a distância entre as construções e o curso d’água.

Baixa renda
Aprovada em março deste ano, a Medida Provisória 459 do governo federal permitiu a regularização de ocupações de baixa renda construídas em áreas de preservação permanente, desde que houvesse um laudo técnico favorável. Deputados federais de Brasília apresentaram emendas para incluir os condomínios de classe média na MP. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados, mas vetada pela presidência da República.
O gerente de Regularização de Condomínios do GDF, Paulo Serejo, defendia a extensão dos benefícios para os parcelamentos de média renda. Ele classifica a legislação como muito rígida e diz que, o ideal, seria que algumas construções pudessem ser regularizadas, caso a permanência não causasse danos ao meio ambiente. Nessas situações, o morador pagaria pelas mitigações correspondentes. “Há casos em que a derrubada em si já causaria muito mais impacto do que a própria permanência das famílias. O ideal seria que um técnico pudesse dar um parecer caso a caso, de acordo com a situação”, defende Serejo.

No condomínio Villages Alvorada, no Lago Sul, um dos empecilhos à regularização é a ocupação da margem do espelho d’água. Em dezembro do ano passado, o governo chegou a incluir o parcelamento em uma lista de áreas a serem regularizadas, mas o Ministério Público do DF determinou a suspensão do processo até que seja concluída a retirada de 10 casas que estão a menos de 30 metros da margem do Lago Paranoá.

Além da proximidade com córregos ou com o lago, há condomínios que têm casas construídas em terrenos com declividade acima do permitido. No Ville de Montagne, no Setor São Bartolomeu, por exemplo, dezenas de casas estão na beira de um vale. “Nesse caso, também há divergências, porque alguns geólogos afirmam que a declividade não configura uma borda de chapada e, assim sendo, não se trataria de uma APP. Ainda não há definições quanto a isso”, afirma o gerente de Regularização, Paulo Serejo.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em maio de 2007 entre o Ministério Público e o GDF, veda expressamente a regularização de qualquer construção em APP. O TAC dá prazo de dois anos, a partir da expedição da licença ambiental de instalação, para que o governo faça a desobstrução de todas as APPs de cada condomínio. “Nossas promotorias de Defesa do Meio Ambiente estão acompanhando esse processo de perto. No Lago Sul, por exemplo, há varias ações contra moradores que ocuparam a margem do lago”, afirma o promotor Libânio Rodrigues, assessor de Políticas Institucionais do Ministério Público do DF.


1 - Estabilidade ecológica
As Áreas de Preservação Permanente (APPs) são consideradas de relevante importância ecológica, sejam elas cobertas por vegetação nativa, ou não. Elas têm como função primordial preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade da fauna e da flora, além de garantir a proteção do solo.

Requisitos de uma APP

De acordo com o Código Florestal, são classificadas como Áreas de Preservação Permanente (APP):

Áreas a menos de 30 metros de cursos d\'água com menos de 10 metros de largura;

Áreas com distância inferior a 50 metros para os cursos d\'água que tenham de 10 metros a 50 metros de largura;

Áreas de até 100 metros para os cursos d\'água que tenham
de 50 a 200 metros de largura; (seiscentos) metros;

Terrenos ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d\'água naturais ou artificiais;

Regiões de nascentes, ainda que intermitentes e os chamados &quotolhos d\'água", qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 metros de largura;

O topo de morros, montes, montanhas e serras;

As encostas ou partes destas, com declividade superior a 45;

As restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;

As bordas dos tabuleiros ou chapadas

Áreas em altitude superior a 1.800 metros, qualquer que seja a vegetação.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Nova enquete no ar

Estamos com uma nova enquete no ar para saber o que os leitores do blog acham dos casos de corrupção envolvendo políticos do DF incluindo os chefes dos poderes executivo e legislativo.

Coloque aí a sua opinião.

Fica aqui, no lado direito da tela ---->>

Vicente Pires é uma área tranquila

Isso é o que pensam os leitores do blog a respeito da violência em nossa cidade, apesar dos últimos casos policiais relacionados de alguma forma com a região e noticiados pela imprensa.

A pergunta da enquete foi:

"Você acha a região de Vicente Pires violenta?"

As respostas foram:

50% - Não, acho bem tranquilo.
38% - Mesma situação de todo o DF.
12% - Sim, mais do que onde eu morava antes.

As casas de festas são bem vindas

Pelo menos é o que mostrou a enquete feita aqui pelo blog que perguntou:

"Você é a favor da existência de casas de festas em nossa cidade?"

O resultado foi o seguinte:

50% disse que sim
40% disse que não
10% disse que só aprova as casas de festas infantis

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Mensalão do panetone

Indignado está este blog com a corrupção explícita envolvendo o governador e vice do DF, secretários de Estado e deputados distritais.
Convoco os moradores de Taguatinga, Vicente Pires, Samambaia, Ceilândia e Águas Claras que toda vez que passarem de carro em frente à residência oficial de Águas Claras e perto do Buritinga BUZINEM demonstrando sua indignação com o caso.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vicente Pires nas páginas policiais

Nos últimos meses, os jornais e os sites na internet vêm relatando vários casos que ocorreram ou que envolvem pessoas que moram em Vicente Pires.
Dando uma olhada no Google Notícias com o filtro "vicente pires" percebemos a grande quantidade de casos policiais relacionados à nossa região.
É gente tentando matar o outro com facão, marido cercando a casa do namorado da ex-mulher, assalto a comércio, acidente de trânsito e o, mais em voga no momento, dos prováveis assassinos do advogado e sua mulher na 113 Sul, que moram na Vila São José.
É uma para os moradores de bem daqui terem que ver o nome de sua cidade nas páginas policiais.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Site da Arvips fora do ar

O site da Arvips está fora do ar há pelo menos duas semanas.
Não que ele seja de muita utilidade, mas o que tinha de útil, como por exemplo, os arquivos do Projeto Urbanístico de Vicente Pires feitos pela Topocart, estão agora inacessíveis.
Quem por acaso fez uma cópia dos arquivos, me avise para que publiquemos em um lugar mais seguro.

Espancaram um blogueiro

Este blog não pode deixar de demonstrar apoio à blogueira cubana Yoani Sánchez. Se você não a conhece, leia a reportagem de Veja e acesse o blog dela (em espanhol) www.desdecuba.com/generaciony.


Direitos humanos
"Eu achei que não sairia viva"
Quem vê a cubana Yoani Sánchez, blogueira conhecida por driblar a censura, automaticamente se contrai só de pensar no sofrimento a que seu corpo frágil, de apenas 49 quilos, foi submetido enquanto era surrada por três brutamontes dentro de um carro. Na tarde da sexta-feira 6, Yoani estava a caminho de uma quase impossível manifestação de protesto em Havana quando foi atacada por agentes da polícia política. Sofreu ameaças e espancamentos antes de ser jogada na calçada de um bairro longínquo. Yoani escreve há dois anos sobre as dificuldades de viver na ilha no blog Generación Y (www.desdecuba.com/generaciony) e é autora do livro De Cuba, com Carinho (Contexto). Vive sob vigilância, mas nunca havia sido fisicamente atacada. Aqui, ela descreve o ocorrido com exclusividade para VEJA e, com a habitual coragem, manda um recado ao "general" – Raúl Castro. De muletas, sequela do espancamento que a imobilizou em casa, pediu a uma amiga que levasse o relato em um pen drive até um ponto de acesso à internet para enviá-lo por e-mail.


"Não era uma sexta-feira qualquer. As comemorações do vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim se aproximavam e um grupo de jovens artistas cubanos planejava uma passeata contra a violência naquele dia. A tarde era cinza em uma cidade onde quase sempre brilha um sol inclemente, que nos faz caminhar colados às paredes para nos beneficiarmos da sombra. Estavam comigo Claudia Cadelo e Orlando Luís Pardo, dois autores de blogs que recebem milhares de visitas a cada semana. Enquanto andávamos, contei a eles sobre uma desconhecida que, dias antes, havia se aproximado e me perguntado: "Você não tem medo?", em referência, claro, ao fato de que digo livremente minhas opiniões em um país onde o governo detém o monopólio da verdade. Meus amigos sorriram quando narrei a eles a resposta que dei à transeunte angustiada: "Meu maior temor é ter de viver com medo". Não imaginava que em poucos minutos eu viveria o terror de um sequestro e enxergaria o rosto da impunidade policial em sua forma mais dura.

Eu caminhava pela Avenida dos Presidentes, em Havana, com a intenção de participar da demonstração pacifista convocada pelos jovens. À altura da Rua 29, a uns 300 metros de onde estavam os manifestantes, um carro da marca Geely, de fabricação chinesa, cor preta e placa amarela, de uso privado, parou diante de nós. Três homens em trajes civis nos mandaram entrar no automóvel. Não se identificaram nem mostraram um mandado de prisão. Eu me recusei a obedecer. Disse que, como não tinham ordem judicial, seria um sequestro. Depois de uma breve discussão, um deles chamou alguém pelo celular, pedindo orientações. Imediatamente, os três começaram a nos tratar com violência para que entrássemos no carro. Enquanto nos empurravam, os homens do automóvel negro usaram o celular outra vez e uma viatura da polícia se aproximou. Pensei que os policiais nos salvariam. Pedi ajuda a eles, explicando que estávamos sendo atacados por supostos sequestradores. Os homens que estavam à paisana então deram ordens aos policiais para levar Claudia Cadelo e outra amiga que estava conosco. Eles obedeceram e ignoraram o pedido de ajuda que eu e Orlando fazíamos. As pessoas que observavam a cena foram impedidas de prestar ajuda, com uma frase que resumia todo o pano de fundo ideológico da cena: "Não se metam. Eles são contrarrevolucionários". Fazendo uso de toda a força física e de um evidente conhecimento de artes marciais para nos dominar, obrigaram-nos a entrar no carro. Comigo empregaram especial violência, enfiando-me de cabeça para baixo e me mantendo imobilizada com um joelho sobre o peito.

Dentro do veículo e durante cerca vinte minutos, os sequestradores nos espancararam sem parar. Frases de mau presságio saíam da boca daqueles três profissionais da intimidação: "Yoani, isso é o seu fim", "Você não vai mais fazer palhaçadas", ou "Acabou a brincadeira". Achei que não sairia viva. Tentei escapar pela porta, mas não havia maçaneta para acionar. A certa altura, o carro parou. Eu já tinha perdido a noção do tempo. Do lado de fora, caía a noite. Finalmente, ambos fomos jogados em plena via pública, longe do lugar onde se realizava a passeata contra a violência.

Por causa dos golpes desferidos por esses profissionais da repressão, estou com a face esquerda inflamada. Tenho contusões na cabeça, nas pernas, nos glúteos e nos braços, além de uma forte dor na coluna, que me obriga a caminhar com muletas. Na noite de 7 de novembro, um sábado, fiz uma consulta médica, mas não quiseram redigir um exame de corpo de delito sobre os maus-tratos físicos. A médica teve de me atender na presença de um funcionário que estava ali apenas para me vigiar. Uma radiografia mostrou que não havia traumas internos, apesar dos sinais exteriores das pancadas. Recebi apenas algumas recomendações para minha recuperação.

Eu já me sinto fisicamente melhor e desde sexta-feira tenho uma ideia constante. As autoridades cubanas acabam de compreender que, para silenciar uma blogueira, não podem usar os mesmos métodos com os quais conseguiram calar tantos jornalistas. Ninguém pode despedir os impertinentes da web nem lhes prometer umas semanas na Praia de Varadero ou presenteá-los com um Lada. Muito menos podem ser cooptados com uma viagem para o Leste Europeu. Para calar um blogueiro, é preciso eliminá-lo ou intimidá-lo. Essa equação já começou a ser entendida pelo estado, pelo partido e pelo general."

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Chuvas provocam interdições e mais destruição

Veja na reportagem do Correio Braziliense:

Chuvas provocam quatro interdições e cinco notificações

Mônica Harada

Publicação: 19/10/2009 22:09

A previsão do tempo desta segunda (19) foi de pancadas de chuvas em áreas isoladas e ventos fortes em algumas áreas que provocaram quatro interdições e cinco notificações, na Colônia agrícola Samambaia em Vicente Pires, segundo informações do Capitão Rogério Dutra, da Defesa Civil do DF.

E o tempo para esta terça-feira (19) deve continuar o mesmo, segundo a meteorologista do Inmet, Odete Marlene Chiesa. A chuva continuará nos próximos dias e deve continuar causando transtornos nessa região do Vicente Pires, que é a mais afetada pelas fortes chuvas.

De acordo com o capitão, os principais problemas é a falta de escoamento que faz a água infiltrar no solo e causar erosões e deslocamento de solo. Outro motivo é a falta de estrutura das construções que não resistem e desabam.
“Se a chuva continuar como sabemos que vai, as famílias devem ficar em alerta durante toda a semana. No menor sinal de problemas em casa, as pessoas devem entrar em contato como Corpo de Bombeiros que acionará a Defesa Civil se necessário”, apontou o capitão Rogério Dutra.

E na reportagem do Bom Dia DF:

Chuva castiga Vicente Pires, Samambaia e Taguatinga
Foi nessa terça-feira (20). Ao todo, 15 acidentes de trânsito foram registrados.
O dia parecia noite, mas eram apenas quatro horas da tarde. Quando a chuva caiu, os motoristas ficaram sem visão. Quinze acidentes foram registrados. O trânsito ficou lento.

No Pistão Sul, o vento forte derrubou um outdoor e o teto de uma faculdade. Os alunos foram dispensados. Ninguém se feriu. Na QNA 52 e na QNF 19, árvores atingiram o muro e o teto de duas escolas públicas.

Além de Taguatinga, a Colônia Agrícola Samambaia também foi castigada. Uma casa foi interditada pela Defesa Civil porque ameaçava desabar. Os moradores acreditam que as obras para construção da Linha Verde, na EPTG, pioraram os efeitos da chuva. Às margens da rodovia, uma grande área foi desmatada.

“Hoje a água corre livremente. São quase 300m entre a EPTG e os condomínios. Então, a água pega velocidade e volume. Até o ano passado tinha muitas árvores e a vegetação ajudava a segurar um pouco essa torrente”, disse o gerente comercial Deovon Dias.

Em Vicente Pires, os problemas são os mesmos do ano passado: ruas destruídas e moradores ilhados. “Quando cai uma chuva dessas a gente não sabe se vai conseguir voltar. Por causa da erosão você não consegue colocar o carro pra dentro de casa”, contou a gerente comercial Lia Toledo.

A diarista Roselita Silva, que mudou para a cidade há 15 dias, está arrependida. “Pelo pouco tempo que estou aqui, já deu pra ver que isso aqui é um horror. Quando chove molha tudo. É um desastre.”

O maior estrago foi na Rua 10 de Vicente Pires. Parte da pista foi interditada pela administração porque a terra cedeu e há risco de desmoronamento do asfalto. “Enquanto não fizerem o esgoto, vai ser só dinheiro perdido”, comentou outro morador.

Em frente à Vila São José, parte da rua virou uma cachoeira. “Não existe rede de águas pluviais. Eles trabalham todo dia, mas não conseguem resolver o problema”, comentou o tapeceiro Róbson Morais.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Chuva de domingo fez estragos na cidade

Acompanhe na reportagem do CorreioWeb:

Chuva alaga parte da Asa Norte e invade casas em Vicente Pires

A forte chuva deste domingo (18/10) deixou invadiu casas na região de Vicente Pires e alagou parte da Asa Norte. Na altura da 511 Norte, motoristas tiveram que abandonar os carros - alguns cobertos de água até a metade. E os pedestres foram obrigados a enfrentar poças nas calçadas.
O Centro Integrado de Atendimento e Despacho (Ciade) do Corpo de Bombeiros informou ainda que a enxurrada inundou a garagem de um prédio residencial na 911 Norte. A região sempre sofre em temporais.
O Ciade recebeu pelo menos 13 chamados da região de Vicente Pires. A água invadiu residências nas chácaras 81, 122 B, 123 e 181 da Colônia Agrícola Samambaia e arrastou muita lama para dentro das casas.
Nas chácaras 26 e 157 de Vicente Pires também houve alagamento. Em algumas casas, a água ficou acima da cintura dos moradores.
Na Vila São José, um barraco desabou na chácara 240. Há ainda informações sobre inundações em Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. Em Samambaia Norte, a água derrubou o muro de uma chácara.

Mais chuva
A chuva desta tarde caiu forte em praticamente todo o Distrito Federal. E, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de mais pancadas de chuva até o fim da semana.
“Pelo que podemos ver, essa situação vai permanecer até o início de novembro. Normalmente o dia vai começar ensolarado, quente e abafado com formação de nuvens posteriormente e pancadas à tarde”, afirma o meteorologista Manoel Rangel, do Inmet.
O especialista explicou que áreas de instabilidade estão descendo da região amazônica para a região Centro-Oeste, o que justifica a ocorrência de chuvas nesta época. “É um movimento absolutamente normal, que tem a ver com a circulação dos ventos”, acrescenta.
A previsão para esta segunda-feira, segundo o Inmet, é de céu nublado a encoberto no DF com pancadas de chuva e trovoadas. A umidade relativa do ar vai ficar entre 95% e 45% e a temperatura deve variar entre 17° e 27°.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

João Buracão ressuscita a Rua 10

A gente pediu e ele veio. João Buracão conseguiu mais uma façanha, a Administração de Vicente Pires tapou a cratera da Rua 10 e a asfaltou. A Rua que já foi notícia várias vezes ganhou até meio-fios.
Parabéns à Administração pela iniciativa e Viva João Buracão!